Feb 12, 2013

publicidade, confiança e eficácia

os ultimos dados do "Nielson Global Trust in Advertising Survey" (ver press aqui e aqui, para a versão gratis do relatório, ver aqui) geraram um buzz que me parece excessivo; o buzz anda à volta da descoberta  do "word of mouth" como o "meio de publicidade" em que as pessoas depositam mais confiança versus todos os outros!

antes de mais, uma correcção: não é o "word of mouth", é a "recomendação"! segundo, "recomendations from people I know" é um meio de publicidade? below ou above já agora? ao colocarmos as "recomendações de outros" lado a lado com a tv, rádio ou banner online, não estaremos a misturar "alhos com bugalhos" como dizia a minha avó?

e, já agora, não foi sempre assim? em quem é que confiaram mais quando foi preciso comprar o computador: no vendedor do ponto de venda ou no cunhado informático? e a opinião do cunhado é um canal de publicidade? só se eu começar a negociar com a agência de meios comprar "opiniões de cunhados ao milheiro" :) o que a publicidade já tentou e continua a tentar é colocar pessoas "crediveis" ou de "referência" a darem a sua opinião sobre produtos e com isso valorizá-los.






















mas concordo que as redes sociais vieram dar uma dimensão diferente a tudo isto! e daí a segunda categoria "consumer opinions posted online" ser bastante relevante! alguns bons exemplos para mim são o sítio na Internet "Tripadvisor" e as "customer reviews" da Amazon, ou o "quem viu este livro também viu este". Recentemente, julgo que foi a Worten que desenvolveu uma acção do género "experimente em casa gratuitamente e recomende online o produto" para dinamizar esta forma de divulgação. 

eu posso alavancar "recomendações de pessoas que eu conheço" a favor da minha marca, só não acho que sejam publicidade como é um "banner online" e por isso não possam ser comparáveis, e ao forçar a comparação provavelmente estou a passar resultados confusos ou interpretações erradas às pessoas. 

o que me interessa enquanto gestor de marca é saber que anúncios de televisão funcionam melhor que outros, que conteúdos devem ter para conseguir esta ou aquela emoção no target, ou para uma dada mensagem para um determinado público se é melhor o meio online ou impresso... a mim interessam-me, antes de mais, estudos de eficácia.

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