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Dec 27, 2017

tu és único, tu és diferente, tu és especial

como é que as marcas podem chegar aos millenials? agora é mais fácil que nunca

"This Is a Generic Millenial Ad" é um anúncio à geração "milénio", perturbadoramente perfeito, feito exclusivamente de imagens e de vídeos de banco de imagem (stock footage)


o vídeo começa com a voz off a ditar o repto principal "Tu és único. Tu és diferente. Tu é especial" à  medida que vão sendo "lançadas", uma atrás da outra e de forma implacável, cenas que são clichés visuais perfeitos desta geração

só falta a mensagem "insert logo here"



o vídeo foi desenvolvido em parceria entre a equipa da Dissolve, um site dedicado de stock footage, e da agência de design And/Or. Outros vídeos da série, que recomendo vivamente, incluem "This Is A Generic Brand Video" e o "This Is A Generic Presidential Campaign Ad"

este "meta-anúncio" é um alerta à navegação para as marcas e agências, chama a atenção para o perigo de olhar para o target de uma forma "one size fits all", uma tentação em que as marcas e as agências podem cair quando falta tudo, nomeadamente uma compreensão clara do seu target (de comunicação e de consumo)

Nov 26, 2017

comportamento do consumidor, Black Friday e Nietzsche

"um blog sobre marcas tem de falar sobre o black friday"... inspirado nesse desafio, aqui fica o meu contributo

"Previsivelmente Irracional" é um livro de Dan Ariely publicado nos Estados Unidos pela primeira vez em 2008, no qual se "desmontam" alguns dos principais pressupostos em relação ao processo de tomada de decisão do ser Humano com base em critérios puramente racionais. Como o próprio Ariely refere: "o meu objectivo, no final deste livro, é ajudá-lo a repensar profundamente sobre o que faz mover as pessoas que o rodeiam"

a "boa noticia" do livro é a conclusão de que o ser humano - apesar de irracional - é previsível (para o melhor e para o pior). E é aqui que entra a "black friday", porque ilustra na perfeição o argumento da irracionalidade e da previsibilidade (neste caso para o pior...):




em 1883, Nietzsche publicou um dos seus livros mais famosos, o "Also Sprach Zarathustra". Central ao livro está a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre os macacos e o que Nietzsche chamou de Übermensch, literalmente "além-do-homem", normalmente traduzido como "super-homem"

e é aqui que a black friday entra novamente. Se Nietzsche tivesse que "descrever" as imagens anteriores, imagino a citação:
“You have evolved from worm to man, but much within you is still worm. Once you were apes, yet even now man is more of an ape than any of the apes.” (Also Sprach Zarathustra, Ein Buch für Alle und Keinen, 1883-85). 
a "boa notícia" (do livro) é que caminhamos para nos superarmos (Übermensch). Ainda bem!

Feb 4, 2017

QSP Summit'17: "Understanding Consumer"

o QSP Summit afirma-se como uma das mais relevantes Conferências de Marketing e Gestão da Europa, e, uma vez mais, acolhe este ano os líderes globais que marcam tendências. Nesta edição, que se vai realizar no dia 23 de Março sob o tema “Understanding Consumer”, vão ser debatidas as profundas mudanças do consumidor e como estas se refletem nos comportamentos e locais de compra


serão abordados temas tão diversos como: ativação de marcas, design de produto, linguagem das marcas, proteção de dados, novas soluções tecnológicas, distribuição de conteúdos, consumidor dos mercados emergentes, inteligência artificial, marcas emocionais, digitalização da saúde, construção e gestão de equipas, cultura organizacional e planos de marketing disruptivos



a acompanhar o lançamento do programa oficial, "as Marcas que ficam" estiveram à conversa com o Rui Ribeiro, Managing Partner da QSP - Consultoria de Marketing e responsável pela organização do evento

"as Marcas que ficam": como nasceu a ideia para o tema deste ano? e como foi o processo de transformar a ideia num programa tão completo como o atual QSP Summit 2017?
RR: estamos a assistir a profundas mudanças do consumidor com reflexos nos comportamentos, locais e formas de compra. Nesse sentido é importante perceber quais as reacções a quais os estímulos a que o consumidor reage, bem como as mudanças que os players terão de operar para uma melhor ligação ou engagement com este. Perceber o consumidor é a chave para a criação de uma oferta de valor adequada as necessidades. Foi neste sentido que a QSP elegeu o tema “Understanding Consumer” e a partir dai procurou os melhores speakers mundiais que consideramos que respondem melhor aos conteúdos que queremos entender
"as Marcas que ficam": quais foram os principais desafios à realização da edição do QSP Summit este ano?
RR: o QSP Summit tem vindo a registar uma crescente procura fruto da relevância que os temas abordados merecem para as empresas e do reconhecimento do público da qualidade do evento. Desse incremento de procura resultou a decisão de aumentar a capacidade do auditório e das worklabs. E nesse sentido a QSP mantém o evento na Exponor mas vai erguer de raiz 5 auditórios nos pavilhões da Exponor exclusivos para o evento. A exigência da nossa audiência é muito elevada o que nos obriga a uma produção cuidada e ao nível das melhores da Europa
 "as Marcas que ficam": o que salientarias na organização do evento deste ano? Que novidades?
RR: para além da qualidade inegável dos oradores, e da novidade da passagem do evento para 2 pavilhões e meio da Exponor, teremos ainda algumas novidades em termos de produção áudio visual que guardaria para a dia e para os presentes. A área de exposição será bastante maior, as activações dos expositores serão muito divertidas e será um dia certamente memorável para todos
"as Marcas que ficam": que sugestões para os participantes do QSP Summit para tirarem melhor partido deste evento?
RR: em primeiro lugar inscreverem-se: na ultima edição e como é habito dos portugueses, muitos deixaram para a ultima hora e já não conseguiram participar. Este ano muito provavelmente acontecerá o mesmo apesar do aumento da capacidade. O evento deve esgotar e quem deixar para a ultima hora terá poucas hipóteses de poder participar. Por outro a leitura atenta do programa permitirá a cada profissional escolher as sessões que mais irão de encontro aos desafios que tem pela frente. Como já é habitual o evento arranca à hora prevista – 9h15 e os participantes devem providenciar forma de chegarem atempadamente por forma a poderem usufruir do evento na integra
"as Marcas que ficam": o que gostavas que fossem, para os participantes, os principais "key learnings" do evento?
RR: gostava e estou certo que as empresas e profissionais que participarem, chegarão ao final do dia com uma enorme mais-valia e uma visão completa do tema que lhes propusemos. Em regra o QSP Summit antecipa bastante os temas que preocupam os profissionais e gestores, e aponta tendências que se têm materializado. Será um dia recheado de contactos decisivos para a suas actividades e uma experiência única em termos de evento que é um dos melhores da Europa no sector
obrigado Rui pela entrevista! visitem o QSP Summit'17, eu vou lá estar ;) encontramo-nos entre sessões para um café Bogani e conversar sobre as conferências

Oct 4, 2015

ser humano, storytelling e gestão de marca

hoje, olhamos para o Ser Humano como um “Homo Fabulus” – um contador de histórias – mais do que como um Cientista ou como um Investigador. Da procura pela verdade e dos factos, passamos para a procura de significado e de relevância

somos ouvintes e contadores de histórias desde que nascemos. É através do processo de contar histórias – o “Storytelling” – que comunicamos, nos relacionamos e damos significado a tudo o que acontece. As histórias fascinam. Os factos aborrecem.

apesar da importância dos factos, são as histórias que nos fazem importar, e quando nós nos importamos, nós respondemos. É este o desafio que atualmente, mais que nunca, se coloca às marcas: o de conseguir que o consumidor se importe, responda e se relacione com elas e com os seus produtos

podemos sem grande hesitação afirmar que vivemos atualmente num contexto cultural e tecnológico onde os consumidores sabem (quase) tudo sobre uma marca, desde a sua origem, até onde e como os seus produtos são fabricados e vendidos. Em consequência, as empresas são avaliadas pelos consumidores por muito mais do que apenas os seus produtos

os valores da marca, a forma como esta se posiciona perante questões sociais e as emoções que evoca (posicionamento) são atualmente elementos extremamente relevantes para os consumidores e, por isso, conteúdo de enorme potencial num contexto de Storytelling

é verdade que "most brand storytelling wouldn’t pass the bedtime story test. Yet there’s never been a greater time for brands that can tell a story well." [Tom Fishburne] 



May 22, 2014

premium low cost e alhos com bugalhos

faz tempo que foi lançada pela Best Travel uma campanha que introduz um posicionamento verdadeiramente inovador: o "premium low cost"

























e é tão inovador... como mau! mau porque não comunica verdadeiramente nada, afinal o que é uma coisa "premium mas barata"? e mau porque atira pedras a ambos os posicionamentos "premium" e "low cost", ao confundir tudo, nomeadamente a cabeça dos clientes

e lembrei-me de falar disto, porque a Seat acabou de fazer exactamente a mesma asneira, apesar de não usar o termo... mas mais valia. Numa campanha recente, e com bastante visibilidade exterior, lançaram o modelo Seat Ibiza FR, por apenas 15.600eur, chave na mão

























para quem não sabe, o "FR" é o modelo de topo da gama Ibiza! é como o Cupra para a gama Léon. Com todos os luxos e um motor que faz efectivamente as delícias dentro do segmento. Diria eu, o modelo premium da gama Ibiza. E o que é este "FR por 15 600 euros"? é o premium low cost =DDD ora, por fora é igual ao original, por dentro tem um "motorzeco" de 85 cavalos #LOL

agora digam-me, quem tem um verdadeiro "FR" como vai ficar ao ver isto? mais uma pedrada no "premium". Eu agora nunca compraria o original sabendo que andam para ai "FR's aldrabados". E por isso o titulo de "alhos com bugalhos"... que confusão

agora, a genialidade da Seat pode estar precisamente noutro lado, ao criar um modelo para um target que gosto de caracterizar como "quem quer mas não pode", e que em portugal deve ser significativo! já estou a ver "olhem para mim com um modelo TOP, olhem é um FR =D"... só não puxem é muito por ele na estrada =DD

comparando, era a mesma coisa que a LV a lançar um modelo de mala barato, uma coisa tipo premium low cost, para fazer concorrência às imitações chinesas #LOL estão a ver o que ia acontecer a quem realmente paga milhares de euros por uma LV não estão?

como já dizia o Diácono Remédios "não havia necessidade", não havia mesmo necessidade de andar a destruir posicionamentos, para em troca deixar esta confusão. Se fosse baralhar para dar de novo, mas com sentido? tudo bem! agora assim?

May 20, 2014

Puma 'HardChorus'
















em época de mundial, e numa altura que só se fala em bola, pedia-se este "repost". A ação é da PUMA, de 2010. Mas como referência criativa esta acção merece palmas: "let yout better half know how you feel"

para celebrar o dia dos namorados, e para mostrar que futebol e namoradas podem e devem ser celebrados em conjunto, a PUMA filmou no "The Pub Beehive" em Tottenham, um grupo de verdadeiros adeptos do clube local a cantar o "Truly Madly Deeply" dos Savage Garden, musica que dedicavam às suas namoradas



a acção é forte não é? a PUMA acertou em cheio no target, respeitando a cultura e todo o ambiente que rodea o futebol, não deixando ninguém de lado. Uma serenta pouco tradicional, verdade, mas bem impactante, não concordam?

vamos ver o que aparece neste mundial, mas estou com muitas expectativas =D

Jan 4, 2014

roda gigante de Londres ganha asas

a campanha Red Bull Revolutions in Sound esteve no final do ano passado no EDF Energy London Eye com uma proposta singular, reunir os 30 clubes mais lendários do Reino Unido numa noite unica, de uma forma unica: um clube por cada cápsula da roda gigante




















deixo-vos com o vídeo da acção completa, que é BRU-TAL



eu sou um adepto incondicional das acções de activação! uma acção de activação tem como objectivo aproximar a marca do consumidor, colocando-o como o ponto central dessa mesma acção. Desta forma, a experiência da marca torna-se parte real da vida do consumidor, do seu dia a dia, como por exemplo, quando se diverte e se quer sentir bem... Agora digam-me, este é ou não um excelente exemplo? 

Mar 26, 2013

Jan 3, 2013

hábitos... não se pode viver com eles, não se pode viver sem eles

a finalidade básica de um "hábito" (da tradução literal do inglês, "habit") é auxiliar-nos na quantidade de tarefas simples e repetidas que temos de fazer ao longo do(s) dia(s). Imaginem se tivessemos que pensar e controlar conscientemente todas as acções que temos de fazer durante o dia. Guiar o carro até ao escritório tranformar-se-ia numa tarefa tão esgotante que pouco mais conseguiriamos fazer no resto do dia :) não estarei a exagerar por muito se disser que cerca de 90% da nossa actividade diária é automática, um hábito atrás do outro. Em 1890, William James, escreveu (ver fonte aqui):
  
  • "The first result of it is that habit simplifies the movements required to achieve a given result, makes them more accurate and diminishes fatigue."
  • "The next result is that habit diminishes the conscious attention with which our acts are performed." 

os hábitos simplificam as nossas vidas, permitem-nos realizar várias tarefas ao mesmo tempo, permitem-nos diminuir a probabilidade de erro em tarefas "simples", ao não termos que estar sempre a pensar no que vem a seguir (pensem por exemplo em aprender a andar de bicicleta, que nunca se esquece), etc...

o que de relevante existe nos hábitos para a gestão de marcas? o que me fez escrever este post? na verdade, uma conversa com um colega de profissão sobre comportamento do consumidor, que sabendo que sou psicólogo de formação de base, me perguntou: "mas podemos mudar um comportamento de uma pessoa? leva-la a mudar uma coisa que sempre fez por outra? uma coisa que a pessoa se habituou a fazer e nunca mais pensou nisso? a escolher outra marca, sem ser aquela que habitualmente compra? ao que eu respondi prontamente que sim; podemos sempre mudar um comportamento, mas é diferente mudar um coportamento porque é um hábito ou porque é um comportamento intencional com beneficios "evidentes".

O difícil em mudar um comportamento habitual é ser um automatismo, e, consequentemente a pessoa não tar consciência das etapas que o compõem nem da necessidade de o mudar. Por outro lado, o fácil é, precisamente, por ser um automatismo :) ou seja, um processo psicológico extremamente simples, onde identificado a pista que lhe dá origem ou aquilo que reforça a manutenção, conseguimos mudar.

o livro do jornalista do NYT Charles Duhigg "The power of habit" ou, como eu lhe prefiro chamar, "hábitos para tótos"ajuda-nos a organizar o processo:


as pessoas habituam-se a comprar determinadas coisas, em função de outras, nem que seja porque a mãe delas já a comprava ou porque o pai já usava essa marca lá em casa. Assim, diria, que os hábitos interessam à gestão de marcas por duas razões:

  • porque podemos querer muda-los se for uma marca de um concorrente que o cliente compra, ou
  • porque podemos querer mante-los, se for a nossa marca a escolhida 

e com isto consigo chegar ao tema de um dos artigos mais interessantes que li em 2012! claramente obrigatório, do NYT e que resulta do livro citado em cima: How Companies Learn Your Secrets

será verdade que muito provavelmente "confundimos" fidelidade (que implica envolvimento, compromisso, intenção) com hábito (que é subconsciente, existe para simplificar); e mudar um hábito é incomparavelmente mais fácil que mudar um comportamento intencional, onde se existe um beneficio para o cliente e que aquela marca em particular atende melhor que outras. Neste ultimo caso, entra tudo aquilo que estamos já habituados a falar: "unique selling proposition", funil, ... etc.

para fechar o ramalhete :) fica uma entrevista com o autor do artigo e do livro que mencionei.


hábitos... não se pode viver com eles, não se pode viver sem eles :)

Dec 14, 2012

customer service | the skull of regret

o atendimento ao cliente é um dos temas mais trabalhados no marketing pela importância que tem, mas, curiosamente, é também daqueles que as empresas mais rapidamente deixam para segundo plano em função de outra coisa qualquer, seja ela qual for.

isto acontece principalmente por duas razões: porque nos esquecemos do objectivo do atendimento ao cliente e porque, na verdade, não temos métricas para avaliar o impacto nas vendas do mau e do bom atendimento ao cliente.

gosto da definição de Turban et al. (2002) (1) porque evidencia de forma clara o objectivo do atendimento ao cliente sem se perder com a definição do mesmo: "Customer service is a series of activities designed to enhance the level of customer satisfaction – that is, the feeling that a product or service has met the customer expectation." E não vale a pena perder mais tempo; o objectivo do atendimento ao cliente é aumentar o nível de satisfação do cliente. A satisfação do cliente não é um subproduto do atendimento, é a razão de ser do atendimento ao cliente! senão, tudo seria vendido em prateleiras, o cliente escolhia, levantava, pagava e ia-se embora...

se um cliente é mal atendido e não volta porque foi mal atendido na verdade nunca saberemos que perdemos esse cliente e a razão porque o perdemos. Não temos forma nenhuma de avaliar o impacto do real atendimento nas vendas, porque se o cliente não reclama, não nos resta mais nenhum indicador. Algumas empresas usam o "cliente mistério" para monitorizar a qualidade do atendimento, mas isso não nos informa da quantidade dos clientes que perdemos por eventual mau atendimento ou mesmo que ganhamos pela qualidade desse atendimento. O indicador "cliente mistério" dá-nos um índice da qualidade, mas o que significa esse índice em termos de perda ou ganho de clientes?

Se em média perdermos 1 cliente por dia devido ao mau atendimento são 365 clientes que perdemos num ano... se em média perdermos 1 cliente por dia e tivermos 30 pontos de venda... são 10950 clientes que perdemos num ano! quem é que se pode dar a este luxo?

Isto tem uma consequência directa e grave: não percebermos a verdadeira razão da diminuição nas vendas por perda de clientes, ou atribuirmos essa razão erradamente a outros factores, como por exemplo à qualidade do produto ou ao pricing.

o que acaba por acontecer é que, para controlar este tema, as empresas detalham programas de formação em boas práticas que são exaustivos e detalhados e demorados e... mas depois, na prática, no dia a dia, tende-se a deixar a qualidade do atendimento ao cliente nas mãos do bom senso das equipas... e quando isso acontece... esta ilustração - "the skull of regret" - apresenta de forma genial e hiper-realista os desafios no atendimento ao cliente que em particular as marcas da restauração no quick service enfrentam todos os dias e como no terreno se tem tendência a encarar o tema ;)






































sobre atendimento ao cliente, reclamações e momentos únicos para criar envolvimento com a marca, têm mesmo de ver este excelente post "Customer Service 2.0" do blog Brief do Lombo: "As marcas morrem de medo de casos como a Ensitel, preferindo esconder a resolver reclamações, esquecendo-se que cada queixa, cada reclamação, cada interacção com o cliente é uma oportunidade de criar algo extraordinário. De gerar simpatia à volta da marca... free media... awareness... e mais uma carrada de chavões que o Marketing adora utilizar."

(1) Turban, Efraim (2002). Electronic Commerce: A Managerial Perspective. Prentice Hall.

Dec 4, 2012

10 trends para 2013

com o aproximar do final do ano somos inundados por reports com tendências disto e tendências daquilo... de todos os que já me passaram pelas mãos, este é dos que me parece mais alinhado com o que acredito que há-de vir por aí. Pela JWT Intelligence ficam as 10 tendências que irão moldar a forma de pensar e o comportamento dos consumidores em 2013

deixo-vos com o sumário executivo do report



e com o "2-minute teaser video" onde encontram uma apresentação geral das 10 trends


(via)

Dec 3, 2012

the sinners & saints of social (retail version)

excelente apresentação da Tara Hunt. Faz um ponto da situação muito actual sobre a utilização dos "social media" por parte das empresas.
"The sad truth is that it’s nearing the end of 2012 and it’s still really difficult to find brands that are doing a good job of social. There are definitely more and more that are starting to understand that content isn’t just something that magically appears, but they are still falling short on the ‘doing stuff that puts the customer at the center’ bit. The moral of my presentation is, “It’s not about you” but I continue to observe and hear time and time again that brands are more focused on their own needs than they are the needs of the customer."

Nov 29, 2012

premiar o cliente por escolher a marca

como mostrar ao cliente que estamos contentes com o facto de ter comprado o nosso produto? fácil, damos-lhe música :) acção da cervejeira Red Stripe, numa loja de Londres. Será que o video vai virar viral? aceitam-se apostas! ao dia de hoje tem 23.406 visualizações, foi publicado dia 27 de Nov.

Nov 20, 2012

sabemos o que fazem, mas saberemos o que pensam?

muitos marketeers, intencionalmente ou não, vêem o que o consumidor pensa e faz como uma commodity a que lhe falta profundidade e detalhe. Este pressuposto leva muitas vezes a estudos de mercado que ficam pela superfície e que não vão mais longe que o identificar de acções e o descrever de pensamentos discretos, relativamente desligados do consumidor final. Como resultado, normalmente, temos estudos que nos dão muita informação mas que levam a uma compreensão pouco complexa daquilo que os consumidores pensam, gostam e querem (Zaltman, 2003).

por exemplo: saber que os consumidores preferem uma embalagem redonda a uma embalagem quadrada é importante, sem dúvida! Mas mais importante ainda é saber porque é que eles preferem esta embalagem redonda! E desta forma, talvez, mas talvez, consigamos ir longe o suficiente para perceber que a configuração desejada pelo consumidor não é nem redonda nem quadrada, mas sim triangular (apesar de, quando confrontados com apenas as duas primeiras, preferirem a redonda). Se pararmos para perguntar o que é que os consumidores querem, talvez eles nos respondam! assim, poderemos parar de perder tempo a tentar adivinhar.

toda a forma de pesquisa e estudo de mercado envolve opções acerca de como achamos que o mundo em geral, e os consumidores em particular são, se organizam e fazem escolhas. Sem duvida que o "técnico de Estudos de Mercado tem de saber desenhar uma amostra e de saber qual a melhor forma de seleccionar os elementos que a vão integrar; tem de saber também construir um questionário e tem de ser mestre na arte de perguntar” (Queirós, 2007).

mas mais importante, tem que saber que informação nunca vai saber ao fazer esta pergunta em vez de outra. E mais importante ainda, tem que saber conversar com o consumidor, tem que saber ouvir o que consumidor está a querer dizer, mais do que inserir a sua resposta num qualquer programa estatístico! E por isso os Focus Group têm sido menos eficazes do que aquilo que se espera actualmente deles – tão simplesmente porque não têm sido desenhados para conversar e ouvir, só para falar (o monólogo do marketeer...). Surpresa, das surpresas: "That is why consumers so often act differently than research predicted" (Wolfe, 2006).

é já por demais evidente que o comportamento de compra não obedece aos critérios lógicos que a lei da utilidade económica queria que obedecessem. Quais são então esses critérios? O que procurar? Como ultrapassar as criticas levantadas no inicio deste texto? A resposta passará, inevitavelmente, por saber criar um dialogo com o consumidor, em vez do tradicional monólogo.

Bibliografia:
Wolfe. (2006). The Problem with Trying to Predict Consumer Behavior .
Queirós. (2007). Estudos de Mercado e Estudos de Meios.
Zaltman (2003). How customers think: essential insights into the mind of the market. HBS.

[*disclaimer: excerto de um artigo de opinião escrito por mim para QSP Marketing]