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Mar 31, 2018

VW, FB e Neo

Mark Zuckerberg veio pedir desculpa pelo uso indevido de dados de milhões de utilizadores pela empresa norte-americana Cambridge Analytica, num anúncio publicado em vários jornais do Reino Unido
Temos a responsabilidade de proteger a sua informação. Se não podemos fazê-lo, não a merecemos

curiosidade 1: o facebook tem cerca de 2.13 biliões de utilizadores ativos mensais no mundo inteiro (e segundo a CNN, 83 milhões de perfis falsos), os jornais foram dados como mortos, o presidente dos EUA usa o Twitter para comunicados oficiais... mas, quando é a sério, mesmo a sério, tem de ir para os jornais?

(afinal) ainda há um ranking de capital de confiança entre o digital e o impresso?

o expresso aproveitou (muito bem) a ideia e deu inclusive um excelente anúncio de (auto)publicidade:


curiosidade 2: a empresa terá perdido mais de 40 milhões de euros do seu valor de mercado desde a divulgação do uso indevido dos dados! parece-me um valor residual para todos os efeitos, mas a questão crítica é: quantos utilizadores (clientes) perdeu? perante a gravidade, deveria ter perdido muitos, certo?... não me parece, nem há qualquer dado sobre isso. Façamos uma pequena "survey": algum dos leitores deste post deixou de usar o facebook por causa disso?

eu não deixei, e acredito que os leitores também não... E porquê?

o que me leva à curiosidade 3: o que há de comum no comportamento do consumidor (cliente, utilizador, o que preferirem), entre a divulgação dos dados sobre as emissões de carbono da VW e a divulgação do uso indevido de dados pessoais dos utilizadores do FB?

a resposta está na curiosidade 2... só queria mostrar um padrão: #TruthIsOverrated... Isto apresar do da importância que o NY Times lhe dá ;)


e de repente deu-me uma vontade enorme de voltar a ler Baudrillard... que não lia desde o lançamento do Matrix. By the way, e como estamos em época de Páscoa...



Dec 27, 2017

tu és único, tu és diferente, tu és especial

como é que as marcas podem chegar aos millenials? agora é mais fácil que nunca

"This Is a Generic Millenial Ad" é um anúncio à geração "milénio", perturbadoramente perfeito, feito exclusivamente de imagens e de vídeos de banco de imagem (stock footage)


o vídeo começa com a voz off a ditar o repto principal "Tu és único. Tu és diferente. Tu é especial" à  medida que vão sendo "lançadas", uma atrás da outra e de forma implacável, cenas que são clichés visuais perfeitos desta geração

só falta a mensagem "insert logo here"



o vídeo foi desenvolvido em parceria entre a equipa da Dissolve, um site dedicado de stock footage, e da agência de design And/Or. Outros vídeos da série, que recomendo vivamente, incluem "This Is A Generic Brand Video" e o "This Is A Generic Presidential Campaign Ad"

este "meta-anúncio" é um alerta à navegação para as marcas e agências, chama a atenção para o perigo de olhar para o target de uma forma "one size fits all", uma tentação em que as marcas e as agências podem cair quando falta tudo, nomeadamente uma compreensão clara do seu target (de comunicação e de consumo)

Oct 5, 2017

comunicação do benefício da marca: Victan e o Debosh Destroyery

o nome diz tudo: Debosh Destroyery! o projecto onde se pode alugar um quarto... e destruir tudo o que está dentro dele! Sem dó nem piedade.

não vão faltar as ferramentas para nos ajudar a deixar a nossa marca!


localizado em Moscovo, este negócio incomum funciona como um hotel ou sala de karaoke. Pode-se, por exemplo, alugar um quarto por hora e libertar toda a raiva acumulada. Esta é a catarse no seu expoente máximo! Só de olhar para as fotos com todo o potencial de acção e já nos sentimos melhor (!?)

todos os danos capazes de infligir ao espaço estão incluidos. A pergunta nesta fase é: mas onde é que me inscrevo? quero já??! o site vem com uma ferramenta de "booking" para cada um dos quartos, sem stress ;) 




o conceito não é propriamente inovador, mas a execução é das melhores que já vi. Vale a pena ver o vídeo de apresentação:


e o vídeo deu-me a ideia: este projecto seria o cenário ideal para a próxima campanha do Victan!! um produto da Sanofi, dentro do grupo terapêutico dos ansiolíticos. Só do Victan? garantidamente não, mas fica a titulo de exemplo
 
os ansiolíticos em geral, e o Victan em particular, são recomendados para o tratamento de certas situações de ansiedade, ansiedade reaccional, ansiedade associada a uma afecção somática grave, ansiedade generalizada, etc...

benefício do Victan? de forma resumida: diminuir ou extinguir a ansiedade, sem prejudicar as funções psíquicas e motoras! ou, dito de outra forma, "... tinha visto na televisão que era a fase inicial de um enfarte e sentei-me à espera da pancada. Afinal sobrevivi e o Victan promete tornar-se o meu maior aliado para os próximos tempos."

e não é esta afinal a "promessa" do projecto Debosh Destroyery? o que os torna concorrentes no beneficio, torna-os parceiros ideais de comunicação! o briefing está feito, agora seria trabalho dos criativos 

Sep 26, 2017

o “storytelling” e a gestão de marcas

o meu primeiro artigo no jornal Observador: "O “storytelling” e a gestão de marcas"
"... As histórias não se limitam a descrever a realidade: são as próprias histórias que a criam. Neste contexto, o foco não está sobre as marcas, está sobre as pessoas e sobre o valor que elas ganham quando se envolvem com as marcas e quando as marcas se tornam parte da sua história."
 http://observador.pt/opiniao/o-storytelling-e-a-gestao-de-marcas/

podem ler artigo completo aqui

Jul 22, 2017

a inteligência artificial e o existencialismo pelas mãos de Silicon Valley

actualmente os robôs conseguem fazer (literalmente qualquer) tarefa! e se não o fazem hoje, vão poder fazer amanhã... sempre com o pressuposto de que as máquinas são "ferramentas" que estão ao nosso serviço

no entanto, com o desenvolvimento de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, encontramos hoje máquinas autónomas que estão "capacitadas" para aprender, fundamentar, criar e tomar decisões

neste mundo cada vez mais distópico, pós-emprego, parece que tudo o que a humanidade pode fazer é vaguear pelas praias questionando-se acerca da cruel reviravolta que teremos infligido sobre nós próprios

mas... espera! Parece que os robôs agora também podem fazer isso por nós!

Yuxi Liu criou, para a sua tese de mestrado em "Design Informatics", um projeto chamado "Poet on the Shore", que assume a forma de um robô que segue pela areia imprimindo poesia... a idéia é que o robô use a sua envolvente para gerar e escrever poesia, como qualquer humano o pode fazer. Com isso em mente, está equipado com vários sensores inteligentes para medir condições externas, como temperatura externa e a velocidade do vento


Liu refere que o protótipo atual ainda não está funcionar plenamente no sentido de "gerar" poesia autónomamente, mas pretende tornar isso possível com resurso à inteligência artificial
“I’m trying to work with TensorFlow and ConceptNet for the next step. What it can do in its current state is to automatically write out programmed poems, using an in-built device similar to a drawing machine.” (fonte)
claramente há mais a fazer, mas o trabalho toca um ponto de interesse real: sobre se uma máquina pode ou não ser criativa. Como Liu escreve na sua tese (link),
“‘Poet on the Shore’ is an attempt to challenge the anthropocentric assumption regarding machines by demonstrating the machine’s poetic sensitivity. The robot intervenes in the world. These interventions, expressed through the kinetic and poetic gestures, reveal its non-utilitarian existence: the verse it writes will eventually be washed away by the waves or winds.”


obviamente que a "criatividade" tem tudo a ver com marcas, publicidade, design... Por isso também nós profissionais da área devemos procurar contribuir ativamente para a reflexão no tema, de que papel queremos para inteligência articial no mundo das marcas. Fica o desafio!

entretanto esperamos pelo próximo passo do projeto, a acreditar no potencial que pode trazer para reflexão um poeta robô torturado que escreve poemas como se fossem mensagens Snapchat: o existencialismo pelas mãos de Silicon Valley no seu melhor

Apr 30, 2017

comunicação do beneficio da marca: Victan e o Debosh Destroyery

o nome diz tudo: Debosh Destroyery! o projecto onde se pode alugar um quarto... e destruir tudo o que está dentro dele! Sem dó nem piedade.

não vão faltar as ferramentas para nos ajudar a deixar a nossa marca!


localizado em Moscovo, este negócio incomum funciona como um hotel ou sala de karaoke. Pode-se, por exemplo, alugar um quarto por hora e libertar toda a raiva acumulada. Esta é a catarse no seu expoente máximo! Só de olhar para as fotos com todo o potencial de acção e já nos sentimos melhor (!?)

todos os danos capazes de infligir ao espaço estão incluidos. A pergunta nesta fase é: mas onde é que me inscrevo? quero já??! o site vem com uma ferramenta de "booking" para cada um dos quartos, sem stress ;) 




o conceito não é propriamente inovador, mas a execução é das melhores que já vi. Vale a pena ver o vídeo de apresentação:



e o vídeo deu-me a ideia: este projecto seria o cenário ideal para a próxima campanha do Victan!! um produto da Sanofi, dentro do grupo terapêutico dos ansiolíticos. Só do Victan? garantidamente não, mas fica a titulo de exemplo

os ansiolíticos em geral, e o Victan em particular, são recomendados para o tratamento de certas situações de ansiedade, ansiedade reaccional, ansiedade associada a uma afecção somática grave, ansiedade generalizada, etc...

beneficio do Victan? de forma resumida: diminuir ou extinguir a ansiedade, sem prejudicar as funções psíquicas e motoras! ou dito de outra forma, "... tinha visto na televisão que era a fase inicial de um enfarte e sentei-me à espera da pancada. Afinal sobrevivi e o Victan promete tornar-se o meu maior aliado para os próximos tempos."

e não é esta afinal a "promessa" do projecto Debosh Destroyery? o que os torna concorrentes no beneficio, torna-os parceiros ideais de comunicação! o briefing está feito, agora seria trabalho dos criativos 

Feb 4, 2017

QSP Summit'17: "Understanding Consumer"

o QSP Summit afirma-se como uma das mais relevantes Conferências de Marketing e Gestão da Europa, e, uma vez mais, acolhe este ano os líderes globais que marcam tendências. Nesta edição, que se vai realizar no dia 23 de Março sob o tema “Understanding Consumer”, vão ser debatidas as profundas mudanças do consumidor e como estas se refletem nos comportamentos e locais de compra


serão abordados temas tão diversos como: ativação de marcas, design de produto, linguagem das marcas, proteção de dados, novas soluções tecnológicas, distribuição de conteúdos, consumidor dos mercados emergentes, inteligência artificial, marcas emocionais, digitalização da saúde, construção e gestão de equipas, cultura organizacional e planos de marketing disruptivos



a acompanhar o lançamento do programa oficial, "as Marcas que ficam" estiveram à conversa com o Rui Ribeiro, Managing Partner da QSP - Consultoria de Marketing e responsável pela organização do evento

"as Marcas que ficam": como nasceu a ideia para o tema deste ano? e como foi o processo de transformar a ideia num programa tão completo como o atual QSP Summit 2017?
RR: estamos a assistir a profundas mudanças do consumidor com reflexos nos comportamentos, locais e formas de compra. Nesse sentido é importante perceber quais as reacções a quais os estímulos a que o consumidor reage, bem como as mudanças que os players terão de operar para uma melhor ligação ou engagement com este. Perceber o consumidor é a chave para a criação de uma oferta de valor adequada as necessidades. Foi neste sentido que a QSP elegeu o tema “Understanding Consumer” e a partir dai procurou os melhores speakers mundiais que consideramos que respondem melhor aos conteúdos que queremos entender
"as Marcas que ficam": quais foram os principais desafios à realização da edição do QSP Summit este ano?
RR: o QSP Summit tem vindo a registar uma crescente procura fruto da relevância que os temas abordados merecem para as empresas e do reconhecimento do público da qualidade do evento. Desse incremento de procura resultou a decisão de aumentar a capacidade do auditório e das worklabs. E nesse sentido a QSP mantém o evento na Exponor mas vai erguer de raiz 5 auditórios nos pavilhões da Exponor exclusivos para o evento. A exigência da nossa audiência é muito elevada o que nos obriga a uma produção cuidada e ao nível das melhores da Europa
 "as Marcas que ficam": o que salientarias na organização do evento deste ano? Que novidades?
RR: para além da qualidade inegável dos oradores, e da novidade da passagem do evento para 2 pavilhões e meio da Exponor, teremos ainda algumas novidades em termos de produção áudio visual que guardaria para a dia e para os presentes. A área de exposição será bastante maior, as activações dos expositores serão muito divertidas e será um dia certamente memorável para todos
"as Marcas que ficam": que sugestões para os participantes do QSP Summit para tirarem melhor partido deste evento?
RR: em primeiro lugar inscreverem-se: na ultima edição e como é habito dos portugueses, muitos deixaram para a ultima hora e já não conseguiram participar. Este ano muito provavelmente acontecerá o mesmo apesar do aumento da capacidade. O evento deve esgotar e quem deixar para a ultima hora terá poucas hipóteses de poder participar. Por outro a leitura atenta do programa permitirá a cada profissional escolher as sessões que mais irão de encontro aos desafios que tem pela frente. Como já é habitual o evento arranca à hora prevista – 9h15 e os participantes devem providenciar forma de chegarem atempadamente por forma a poderem usufruir do evento na integra
"as Marcas que ficam": o que gostavas que fossem, para os participantes, os principais "key learnings" do evento?
RR: gostava e estou certo que as empresas e profissionais que participarem, chegarão ao final do dia com uma enorme mais-valia e uma visão completa do tema que lhes propusemos. Em regra o QSP Summit antecipa bastante os temas que preocupam os profissionais e gestores, e aponta tendências que se têm materializado. Será um dia recheado de contactos decisivos para a suas actividades e uma experiência única em termos de evento que é um dos melhores da Europa no sector
obrigado Rui pela entrevista! visitem o QSP Summit'17, eu vou lá estar ;) encontramo-nos entre sessões para um café Bogani e conversar sobre as conferências

Jan 23, 2017

estará a PETA a tornar-se a Miss Sloane do mundo da moda?

o filme "Miss Sloane" é um "thriller" político dirigido por John Madden e escrito por Jonathan Perera, sobre a história de Elizabeth Sloane (Jessica Chastain), uma estrategista política de sucesso no mundo lobista da capital dos EUA

"moral" à parte, o filme explora e retrata na perfeição o funcionamento da rede de influências na tomada de decisão politica e a sua consequência para a gestão de um país



"meanwhile" esta semana a organização de defesa dos animais PETA, People for the Ethical Treatment of Animals, tornou-se um dos mais recentes accionistas do grupo que detém, entre outras, as marcas de moda Louis Vuitton, Christian Dior, Fendi, Berluti, Loewe, Givenchi ou Marc Jacobs

estará a PETA a tornar-se a Miss Sloane do mundo da moda? 

a intenção da PETA é fazer no grupo Louis Vuitton Moet Hennessey (LVMH) o mesmo que a levou a comprar acções da Hermès e da Prada há algum tempo: poder participar nas reuniões de accionistas com a administração e pressionar (ou tentar convencer, pelo menos) a empresa a deixar de usar pele exótica verdadeira nas malas, sapatos, relógios, casacos e outras peças de vestuário que fabrica

será o lobbying assim tão diferente da gestão de marcas (e vice-versa)? experimentem trocar a palavra lobbying por marketing...




é por isso que adoro o meu trabalho!

Jan 21, 2016

sonhos patrocinados: o futuro da publicidade

já nos habituamos a ver anúncios em qualquer lugar... para o melhor e para o pior já se tornaram parte integrante da nossa vida

mas quanto mais as pessoas tentam evitar ver anúncios, mais as marcas e os anunciantes continuam a tentar encontrar novas maneiras de chegar às pessoas... 
"The real question is not: How many ads do we see? The real question is: What do we have to do to see no ads? And the answer is: go to sleep" (James B. Twitchell)
há um momento que parece ser completamente reservado à pessoa: o período em que dormimos. Os sonhos serão talvez o último lugar seguro e livre da inserção paga de publicidade... ou não?!

o que aconteceria se as anunciantes tivessem a possibilidade de entrar nos nossos sonhos? (de forma paga, porque muitos de nós sonhamos com algumas marcas ;) Será que o futuro da publicidade subliminar dos anos 60 são hoje os sonhos patrocinados?



com base nesta ideia o STUDIO SMACK desenvolveu um curta metragem de animação do que seria um sonho patrocinado por uma marca que todos nós conhecemos bem...



a ideia de sonhos patrocinados parece-me demasiado curiosa para resistir, confesso ;) seja como for, esta iniciativa do Studio Mack é excelente, seja porque serve de motivo para iniciar a discussão e porque, visualmente, o vídeo é simplesmente espectacular!

o que vos parece? 

Dec 8, 2015

estratégia do site Pornhub é uma verdadeira aula sobre gestão de marca

o Pornhub é o site nª1 de conteúdo para adultos, um "equivalente" ao Youtube com vídeos exclusivamente pornográficos, nas versões gratuita e premium, esta última com conteúdos exclusivos

desde meados de 2014 que o website optou (e bem) por um modelo gestão de marca assente num plano de comunicação com campanhas ‘safe for work’ (SFW) que não mostre conteúdo explícito e possa ser divulgada em outdoors, revistas e na web. Porque apesar de o site já chegar a mais de 35 milhões de pessoas o desafio é chegar a ainda mais milhões

a campanha criada para o kick off do projecto foi um processo de recrutamento muito particular: "queres ser o próximo diretor criativo do Pornhub?" O desafio? criar uma  campanha de exterior SFW. O responsável pela peça que ganhasse este concurso passaria a integrar e liderar a equipa de publicidade e marketing do sítio online

podem saber mais nos posts "queres ser o próximo diretor criativo do Pornhub?" e "[UPDATE] "queres ser o próximo diretor criativo do Pornhub?" que explicam como tudo decorreu e quem venceu o projecto

tal como "prometido" o vencedor foi contratado e viu a sua peça em outdoors nas cidades de New York e Los Angels; os dados estavam lançados

na sequência do seu novo director criativo a marca lança a sua primeira campanha online (a tentar o viral) com um novo produto: a "WankBand", uma pulseira que recarrega os nossos dispositivos electrónicos à força de pulso...

podem conhecer tudo no post "quanto mais pulso, mais electricidade". Uma acção que só no youtube deu origem a bem mais de 3 milhões de visualizações, fora toda a mediatização do "produto" no meio online que foi, gigante! eu diria, objectivo cumprido até aqui

agora, o passo seguinte, a televisão! e nada melhor que aproveitar a época natalicia para criar uma campanha que ajude a aumentar a notoriedade e alavancar o posicionamento irreverente da marca. Desafio: como fazer uma campanha de Natal para o Pornhub?  

a pornografia não é de certeza assunto entre um prato e outro na ceia de natal ou na entrega de presentes, ainda mais nesta data de grandes reuniões familiares, muitas vezes com três e quatro gerações reunidas. Ou será?

a assinatura diz tudo "This Christimas give the most touching gift";)) vejam o anúncio, que já vai com mais de 4 milhões de vizualizações só no Youtube:



o anúncio cumpre perfeitamente (ele é comletamente SFW, emocional, envolvente...) e ainda desafia o preconceito tradicional de quem visita ou não o site!

tentei trazer todo o percurso e trabalho da marca entre 2014 até hoje para demonstarar porque é que na minha opinião este é um case exemplar de gestão de marca e comunicação intergrada de marketing! com uma definição clara do posicionamento pretendido ("ser SFW"), que permitiu a declinação para excelentes campanhas OOH, Online e de TV. Todas elas com um trabalho de muito mérito das agências, que cumpriram na perfeição ao apresentarem acções com ideias criativas, diferenciadoras e impactantes

clap, clap

Nov 15, 2015

LEGO, criatividade e estereótipos de género

como parte do manual de instruções foi descoberta uma carta da LEGO aos pais, datada do início dos anos 1970, que tem feito furor na Internet

nessa carta, a empresa insta os seus clientes adultos a dar às crianças a liberdade criativa que elas precisam para construir o que quiserem, independentemente do seu sexo

afirmando que "é a imaginação que conta", a marca apresenta uma posição clara contra os estereótipos de género


foram levantadas dúvidas sobre se esta carta era ou não real! o site Boing Boing - céptico desde o incio - afirmou ter encontrado "provas convincentes de sua autenticidade" na forma de uma versão alemã desta carta

a mim não me importa o timing da acção, porque feito no século 20 ou no século 21, continua a ser uma excelente acção! a mim importa-me a capacidade para posicionar um produto tão bem, que os séculos se tornam indiferentes!

tudo, porque "é a imaginação que conta"

Oct 4, 2015

ser humano, storytelling e gestão de marca

hoje, olhamos para o Ser Humano como um “Homo Fabulus” – um contador de histórias – mais do que como um Cientista ou como um Investigador. Da procura pela verdade e dos factos, passamos para a procura de significado e de relevância

somos ouvintes e contadores de histórias desde que nascemos. É através do processo de contar histórias – o “Storytelling” – que comunicamos, nos relacionamos e damos significado a tudo o que acontece. As histórias fascinam. Os factos aborrecem.

apesar da importância dos factos, são as histórias que nos fazem importar, e quando nós nos importamos, nós respondemos. É este o desafio que atualmente, mais que nunca, se coloca às marcas: o de conseguir que o consumidor se importe, responda e se relacione com elas e com os seus produtos

podemos sem grande hesitação afirmar que vivemos atualmente num contexto cultural e tecnológico onde os consumidores sabem (quase) tudo sobre uma marca, desde a sua origem, até onde e como os seus produtos são fabricados e vendidos. Em consequência, as empresas são avaliadas pelos consumidores por muito mais do que apenas os seus produtos

os valores da marca, a forma como esta se posiciona perante questões sociais e as emoções que evoca (posicionamento) são atualmente elementos extremamente relevantes para os consumidores e, por isso, conteúdo de enorme potencial num contexto de Storytelling

é verdade que "most brand storytelling wouldn’t pass the bedtime story test. Yet there’s never been a greater time for brands that can tell a story well." [Tom Fishburne] 



May 31, 2015

internet trends: 2015 e além

estamos naquela fase do ano que somos bombardeados com trends disto, trends daquilo, trends por tudo e por nada. O #asMarcasqueficam não podia deixar de alinhar no trend ;)

há já 20 anos que Mary Meeker, partner e analista da Kleiner Perkins Caufield & Byers, apresenta o seu documento anual sobre as principais tendências da Internet; esta quarta-feira, dia 27, voltou a fazê-lo durante na Code Conference, que teve lugar na Califórnia

o documento dá uma perspectiva global e exaustiva de como a Internet é usada por todo o mundo, como é ocupado o tempo online, qual a evolução da utilização dos equipamentos mobile, quais as plataformas ou apps mais utilizadas globalmente, entre outras

essencial para quem quer saber o que se passa no mundo digital e quais são as perspectivas de futuro

veja em baixo toda a apresentação de Mary Meeker


e aqui podem encontrar um artigo muito bom da TechCrunch com os principais destaques da apresentação deste ano

May 29, 2015

papel higiénico, diferenciação e dragon ball

o caso é por demais conhecido por todos! o sucesso da estratégia da Renova na diferenciação do seu produto é reconhecido, nacional e internacionalmente

já o que não pára de me surpreender (e ainda bem) é o poder do efeito WOW da diferenciação e de como ele ultrapassa até questões culturais

senão, vejam esta pérola! com som por favor, porque é o entusiasmo da voz off que faz toda a diferença:

The Sexiest WC on Earth by Renova, featured on a Japanese TV channel.
Posted by Renova Blackpaper on Wednesday, May 27, 2015


como sugeriu um amigo (obrigado Pedro Saraiva pela dica), parece que até imagino o Krilin e a Bulma do Dragon Ball a decorar a casa e a comprar Renova! demasiado bom, não acham?

Dec 8, 2014

nem tudo o que reluz é ouro (2)

o post "nem tudo o que reluz é ouro" (ver aqui) era dedicado à conclusão de que: o tráfego humano na web representa apenas 40% do tráfego total na rede; os restantes 60% são "causados" por boots sejam eles bons ou maus

os resultados do estudo mais recente da Google - "The Importance of Being Seen" - vêm atirar mais uma pedra ao charco do digital: 56,1% da publicidade que é apresentada nas plataformas da Google não é na realidade vista pelos utilizadores, basicamente porque aparecem fora da janela do navegador (ver estudo completo aqui)

e a conclusão é que o posicionamento e o formato do anúncio numa página Web fazem toda a diferença (claaaaro!!!)

assim sendo a Google aproveitou para deixar algumas dicas importantes, ainda que algumas delas já sejam do conhecimento de quem trabalha na área: a posição do anúncio na página faz muita diferença, com destaque para os banners que aparecem no último ponto visível da página, antes do scroll; o formato e tamanho utilizado também influênciam aa visibilidade do anúncio, sendo os formatos verticais os que apresentam melhor taxa de visualização; e o tipo de publicação em que o anúncio aparece, com os sites de comunidades online e os sites de jogos online com as melhores taxas de visualização



obrigado Google por seres tão amiga dos anunciantes [sarcasmo -.-''''] que forma tão top de concentrar o interesse dos anunciantes numa posição(ões), e com isto aumentar drasticamente o valor dessa(s) posição(ões)...

Nov 28, 2014

a verdade, só a verdade, e nada mais do que a verdade

a primeira vez que escrevi sobre este vídeo foi em 2009, num blog que mantinha na altura. Dei novamente com ele no meu research sobre o storytelling


é um vídeo que conta a história do processo de criação de uma campanha de marketing, entre briefings e debriefings. Com uma pequena grande diferença: as pessoas dizem o que pensam e não aquilo que deveriam dizer! não deixa nunca de me fazer rir :))

e como acho que às vezes (poucas) também nos devemos rir de nós próprios, aqui fica ele:



disclaimer: o problema não está nas pessoas dizerem o que pensam, está em não pensarem no que dizem! #DixIt

Nov 2, 2014

a arte de contar uma história e a construção de marca

a Skype sabe que é muito mais do que uma plataforma para as pessoas conversarem de forma rápida e simples. Entende que o valor real da sua tecnologia está nas relações humanas, ao juntar as pessoas


este insight é poderoso e a chave para o sucesso da nova campanha, que dá um passo de gigante na comunicação da marca

e para entenderem porque é que é um salto de gigante, primeiro têm mesmo de ler este artigo do Marcelo Lourenço, director criativo da Fuel Lisboa: "Cannes 2014 resumido em duas palavras: “technology” e “storytelling”"

tradicionalmente a Skype tem optado por campanhas com anúncios "explicativos"/"informativos" (a explicar funcionalidades da plataforma, fundamental quando se apresenta uma tecnologia nova) ou com anúncios "divertidos", com base no "humor" para mostrar como a tecnologia é divertida e fácil

ao aplicar o conceito de "Storytelling" à sua nova campanha a Skype pode finalmente materializar este insight, falar do que realmente importa, e construir marca. À lista de campanhas do artigo do Marcelo, juntava claramente esta

vejam o case:



como tive a oportunidade de ouvir esta semana numa apresentação pela Ogilvy, a forma perfeita de "market the brand and integrate the product" =D o que acharam?

Sep 11, 2014

rebranding e a mesma história de sempre

estava a ler o artigo "When to rebrand: Malaysia Airlines Casestudy" (link) e achei que tinha tudo a ver com o cartoon mais recente do Tom Fishburne (aka "the marketoonist):



como tudo na vida, o rebranding ou o remodeling não é bom ou mau "à cabeça". É bom quando serve para reforçar a alteração do posicionamento da marca, é bom quando serve para apresentar uma alteração importante no produto ou serviço, é bom quando acompanha uma inovação de ruptura... É mau, sempre que serve de fachada para a "mesma história de sempre"

a história de uma marca (e consequente envolvimento emocional do cliente com ela) constrói-se na cabeça do consumidor, "day by day". O rebranding não constrói uma história por si só, tal como o logo, assinatura ou tag line não são a marca

nas palavras do autor do cartoon:
"A company doesn’t own a brand. It’s consumers do. Giving a brand a new coat of paint (or dressing it in sheep’s clothing) won’t change consumers feelings and expectations of a brand." (Marketoonist)
sugiro mesmo a leitura do post que acompanha o cartoon, aqui 

Jun 21, 2014

a Custo, vai ao Lidl

toda a gente conhece a Custo Barcelona, certo?




















e toda a gente conhece o Lidl, verdade?




















e agora pergunto, o que é que estas duas marcas têm de comum?

eu diria que rigorosamente nada...

mas, afinal, têm uma coleção de roupa: a "Growing by Custo" desenvolvida exclusivamente para o Lidl

OMFG.




































este movimento, para mim, é surpreendente (e não no bom sentido)!! o universo do Lidl não tem nada a ver com o da Custo: as marcas oferecem produtos diferentes, têm estratégias de pricing diferentes, dão experiências de consumo diferentes, têm valores e associações diferentes e estão em indústrias completamente diferentes

mas não é mau de todo... esta estratégia de co-branding, aos meus olhos, só não faz sentido do lado da Custo. Eu entendo a perspectiva do Lidl e de como a marca está a tentar oferecer roupas de qualidade, tais como as da Custo, a preços mais baixos. Faz sentido

mas não o contrário. A Custo está a tentar chegar a um leque mais amplo de consumidores, mas são consumidores que dificilmente vão trazer valor acrescentado à marca... As roupas criadas para o Lidl são mesmo muito mais baratas do que as roupas normais nas lojas da marca. Um vestido Custo no Lidl custa 17,99 €, enquanto um vestido Custo Dalmau pode custar entre os 65 € e os 250 €. O que é que a marca e o consumidor padrão da Custo ganham?

aqui entre nós, só vejo que a Custo ganhe numa espécie de negócio entre departamento de compras... com a coleção vendida à cabeça ao Lidl, estando do lado do Lidl o "esforço" de escoar a coleção; é dinheiro em caixa para a Custo, à conta de um arranhão (bem grande) na marca...

a Custo deveria ter procurado uma marca com a qual partilhasse um universo semelhante e com a qual fosse possivel criar associações mais relevantes. O Lidl sai melhor da figura que a Custo, digo eu. O que acham?

Jun 3, 2014

a tabela periódica do "Content Marketing"

sendo eu um "visual thinker" tinha de vos trazer esta ferramenta: a tabela periódica do "Content Marketing"

principalmente pela sistematização, pelos eixos que escolheram para a organização da informação: estratégia, formato, tipo de conteúdo, plataforma (rede social), métricas, objectivos e elementos desencadeadores da interacção/partilha. São sem dúvida os pilares que garantem uma gestão eficaz de uma marca na web

The Periodic Table of Content Marketing, by Chris Lake.

The Periodic Table of Content Marketing

obviamente não é perfeita, nem tem essa pretensão! mas vale bem a partilha. O que acham?