a ação é de 2014, mas só agora os nossos caminhos se cruzaram e ainda bem! a marca de bebidas Johnnie Walker e a fabricante de sapatos de luxo Oliver Sweeney juntaram-se para criar uma peça engenhosa de artesanato que materializa na perfeição o conceito de co-branding
um sapato único, de couro, fabricado à mão em Itália, com os logotipos de ambas as marcas bordado e, no tacão por baixo do calcanhar, um compartimento secreto para uma pequena indulgência líquida, uma miniatura de Johnnie Walker Red Label
em baixo, o video com apresentação da ação pela voz do criador
eu sou um adepto incondicional do co-branding e a razão é esta! estamos pertante uma peça que tem todo o potecial de se tornar numa ação de direct marketing cheia de impacto, ou não fosse o mantra da JW "Keep Walking"
actualmente os robôs conseguem fazer (literalmente qualquer) tarefa! e se não o fazem hoje, vão poder fazer amanhã... sempre com o pressuposto de que as máquinas são "ferramentas" que estão ao nosso serviço
no entanto, com o desenvolvimento de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, encontramos hoje máquinas autónomas que estão "capacitadas" para aprender, fundamentar, criar e tomar decisões
neste mundo cada vez mais distópico, pós-emprego, parece que tudo o que a humanidade pode fazer é vaguear pelas praias questionando-se acerca da cruel reviravolta que teremos infligido sobre nós próprios
mas... espera! Parece que os robôs agora também podem fazer isso por nós!
Yuxi Liu criou, para a sua tese de mestrado em "Design Informatics", um projeto chamado "Poet on the Shore", que assume a forma de um robô que segue pela areia imprimindo poesia... a idéia é que o robô use a sua envolvente para gerar e escrever poesia, como qualquer humano o pode fazer. Com isso em mente, está equipado com vários sensores inteligentes para medir condições externas, como temperatura externa e a velocidade do vento
Liu refere que o protótipo atual ainda não está funcionar plenamente
no sentido de "gerar" poesia autónomamente, mas pretende tornar isso
possível com resurso à inteligência artificial
“I’m trying to work with TensorFlow and ConceptNet
for the next step. What it can do in its current state is to
automatically write out programmed poems, using an in-built device similar to a drawing machine.” (fonte)
claramente há mais a fazer, mas o trabalho toca um ponto de interesse real: sobre se uma máquina pode ou não ser criativa. Como Liu escreve na sua tese (link),
“‘Poet on the Shore’ is an attempt to challenge the anthropocentric
assumption regarding machines by demonstrating the machine’s poetic
sensitivity. The robot intervenes in the world. These interventions,
expressed through the kinetic and poetic gestures, reveal its
non-utilitarian existence: the verse it writes will eventually be washed
away by the waves or winds.”
obviamente que a "criatividade" tem tudo a ver com marcas, publicidade, design... Por isso também nós profissionais da área devemos procurar contribuir ativamente para a reflexão no tema, de que papel queremos para inteligência articial no mundo das marcas. Fica o desafio!
entretanto esperamos pelo próximo passo do projeto, a acreditar no potencial que pode trazer para reflexão um poeta robô torturado que escreve poemas
como se fossem mensagens Snapchat: o existencialismo pelas mãos de Silicon Valley no seu melhor
o nome diz tudo: Debosh Destroyery! o projecto onde se pode alugar um quarto... e destruir tudo o que está dentro dele! Sem dó nem piedade.
não vão faltar as ferramentas para nos ajudar a deixar a nossa marca!
localizado em Moscovo, este negócio incomum funciona como um hotel ou sala de karaoke. Pode-se, por exemplo, alugar um quarto por hora e libertar toda a raiva acumulada. Esta é a catarse no seu expoente máximo! Só de olhar para as fotos com todo o potencial de acção e já nos sentimos melhor (!?)
todos os danos capazes de infligir ao espaço estão incluidos. A pergunta nesta fase é: mas onde é que me inscrevo? quero já??! o site vem com uma ferramenta de "booking" para cada um dos quartos, sem stress ;)
o conceito não é propriamente inovador, mas a execução é das melhores que já vi. Vale a pena ver o vídeo de apresentação:
e o vídeo deu-me a
ideia: este projecto seria o cenário ideal para a próxima campanha do Victan!!
um produto da Sanofi, dentro do grupo terapêutico dos ansiolíticos. Só do
Victan? garantidamente não, mas fica a titulo de exemplo
os ansiolíticos
em geral, e o Victan em particular, são recomendados para o tratamento de
certas situações de ansiedade, ansiedade reaccional, ansiedade associada a uma
afecção somática grave, ansiedade generalizada, etc...
beneficio do
Victan? de forma resumida: diminuir ou extinguir a ansiedade, sem prejudicar as
funções psíquicas e motoras! ou dito de outra forma, "... tinha visto na
televisão que era a fase inicial de um enfarte e sentei-me à espera da pancada.
Afinal sobrevivi e o Victan promete tornar-se o meu maior aliado para os
próximos tempos."
e não é esta
afinal a "promessa" do projecto Debosh Destroyery? o que os torna
concorrentes no beneficio, torna-os parceiros ideais de comunicação! o briefing está feito, agora seria trabalho dos criativos
o agente imobiliário AP Thailand em parceria com a agência digital CJ Worx criou, na região superpovoada de Banguecoque, uma série de campos de futebol com formas de irregulares
estes projetos não convencionais foram construídos por uma excelente razão. De acordo com o website designboom, a dupla quer "ajudar a promover a criatividade" e criar espaços de jogo que "promovam a relação entre as pessoas dentro da comunidade"
vejam as imagens áreas dos espaços, "antes e depois":
o conceito está enraizado a partir da ideia apelidada de "pensar o espaço" ("think spacce"), que tem como principal pressuposto que "qualquer espaço por pouco convencional que seja pode sempre atingir o seu benefício máximo" (qualquer coisa como Rogers na psicologia dizia sobre as pessoas e o principio da auto-actualização, aconselho a pesquisa).
"os colaboradores querem desafiar a noção de espaço e como se relaciona com as regras do desporto que é, inegavelmente, um dos preferidos em todo o mundo.
o que vos parece? genial não é?
para mim é de longe o projecto mais criativo e espetacular dos últimos anos
a campanha perfeita que qualquer marca de material desportivo queria ter criado, não acham? ;) ;)
chama-se "Pitstop Ressuscitation Project" e resulta da parceria entre a escuderia britânica de F1, a Williams, e a unidade neonatal do University Hospital of Wales em Cardiff.
esta unidade hospital percebeu que a coreografia de alta velocidade do "pit stop" da Fórmula 1 poderia ajudar a salvar as vidas de bebés em estado crítico, na sala de cirurgia
Rachel Hayward, uma especialista em cuidados neonatais do hospital, procurou e contactou a equipa de F1 depois de perceber como estavam a ser perdidos segundos vitais no teatro cirúrgico. Ao explicar que as técnicas usadas nas boxes poderiam ajudar a reanimar recém-nascidos em risco de vida, a resposta da equipa foi óbvia: "Nós mudamos pneus de carros e vocês salvam vidas. Não estamos a ver a analogia". Ao que a especialista contrapôs: "Se o vosso mecânico não colocar o parafuso na roda corretamente, o vosso piloto pode perder a vida na primeira curva. Se nós cometemos algum erro no processo de reanimação, perdemos o bebé"
a equipa de fórmula 1 da Williams é o mais rápida até agora nesta temporada, conseguindo mudar os quatro pneus em apenas dois segundos.
a colaboração entre a equipa de Fórmula 1 e o hospital já resultou na remoção de equipamentos desnecessários do carrinho de emergência e em áreas marcadas no chão de cada teatro cirúrgico da maternidade para a equipa neonatal se posicionar para trabalhar mais eficientemente, assim como a linguagem gestual passou a assumir um papel importante para validar procedimentos e etapas cumpridas. Os médicos e enfermeiras passaram també a incorporar um sistema de câmaras no próprio corpo para filmarem todos os passos numa tentativa de reanimação e assim aprender com os erros ou hesitações para melhorarem ainda mais o seu desempenho
os hospitais estão cada vez mais a olhar para outras indústrias para melhorar a eficiência. A equipa de F1 da Ferrari tem trabalhado com o Great Ormond Street Hospital para ajudar os médicos transferir as crianças da sala de operação para os cuidados intensivos, e o North Bristol NHS Trust foi pioneiro ao introduzir procedimentos de verificação de segurança ao estilo da indústria aérea para melhorar o atendimento dos pacientes cirúrgicos [para mais detalhe ver: WilliamsF1, Sky News e Visão]
Frans Johansson chamou a este tipo de resultados de "Efeito Médici", referindo-se à notável evolução artística e cultural proporcionada pela família de banqueiros Medici no Renascimento italiano
o efeito Medici descreve o que acontece quando, a partir da intersecção entre áreas do conhecimento completamente
diferentes e que pensamos não estar relacionadas, se criam ideias disruptivas e completamente inovadoras (fonte)
a definiçao de fora da caixa portanto ;) o que acharam?
esta é fase do ano que o boom de textos e posts sobre "trends" dispara, apontando pistas para os planos e estratégias de 2016 and beyond
de tudo o que vi, decidi escolher aquela que eu - não só gosto mais - como acredito ser a próxima inovação com impacto significativo na nossa vida, os interfaces entre o corpo humano e a tecnologia, neste caso os biowearables, o momento em que "Tech Gets Skintimate"
a tecnologia biométrica já nos apresentou todo o tipo de wearables como roupa, pulseiras e smartwatches. Mesmo a ideia das tatuagens electrónicas não é propriamente nova (vejam por exemplo o artigo "Estará pronto para a Tatuagem electrónica?" do blog pplware) mas a qualidade de execução deste trabalho merece o meu destaque pela positiva
a empresa Chaotic Moon, com sede no Texas (EUA), está a desenvolver tatuagens de baixo relevo (temporárias) com tinta condutora para criar circuitos na pele capazes de recolher informações biométricas
o protótipo actual tem a capacidade de monitorizar indicadores como a temperatura corporal e nível de stress de acordo com a transpiração e o ritmo cardíaco ou o nível de desidratação, e transmitir essa informação via Bluetooth para um smartphone na proximidade
para os mais nerds, curiosos ou quem quiser aprofundar o tema, outras companhias a estar atentos são a Google’s Viva Link, a SEEQ Monitors e a MC10
agora, basta usar a imaginação e pensar nas potencialidades deste produto e na imensidão de aplicações em todos - mas mesmo todos - os sectores!
coincidência - ou não - estou a ler o livro "The medium is the Massage" de Marshal McLuhan e Quentin Fiore, e fiquei curioso de saber qual seria a sua opinião a esta tatuagem! acho que parte da resposta passaria sem dúvida por aqui:
e por isso escrevi este post, porque acredito mesmo que os biowearable vão mudar muita coisa, mesmo muita
Oki Sato é um designer japonês, e fundador da empresa de design Nendo. Completamente viciado na constante concepção de novos produtos de design, Oki Sato afirma que através das suas criações pretende contribuir para pequenos momentos de satisfação e interesse no nosso quotidiano
a mais recente inovação de produto da Nendo partiu da seguinte questão: se as canecas e as panelas das nossas cozinhas têm alças / pegas, porque é que os pratos não têm?
desta forma a Nendo desenvolveu uma nova linha - Totte-Plates, que através de uma adição tão simples de uma alça ao prato do quotidiano permite, por exemplo, que seja mais fácil de o segurar quando está quente e assim de o transportar. Não só resulta na alteração de pegar no prato, como também lhe fornece uma nova sensação de segurança
esta é uma das muitas abordagens das potencialidades do design no nosso dia-a-dia, tornar pequenos detalhes de utensílios diários cada vez mais adaptados à nossa forma de vida; uma extensão positiva ao nosso quotidiano
a preocupação da caracterização do prato não fica por aqui, e a alça permite também solucionar questões de armazenamento tendo em conta que os pratos são normalmente dos objetos de cozinha com maiores dimensões guardados nos armários
esta colocação automática dos pratos nas prateleiras é alterada e os pratos podem ser pendurados na parede. Os três tamanhos que existem encaixam perfeitamente no interior uns dos outros, para que possam ser empilhados ou pendurados simultaneamente
a Nendo reforça a importância desta ideia de armazenamento, uma vez que os espaços de vida são cada vez mais compactados, e os próprios utensílios devem adaptar-se e ocupar o menos e o melhor espaço que conseguirem
a busca de novas perspectivas de funcionalidade nos produtos é uma das áreas de expansão do design, e esta readaptação de um objeto tão simples e utilitário, é a confirmação de como os designers encontram sempre inovadoras respostas até às questões mais simples
Sara Magno. Estudante na área do design de comunicação. Adoro fotografia, publicidade, branding e packing design. Passo horas a escolher tipografias e a explorar soluções gráficas. “We (designers) transform what we touch.”
The Land of Giants, é um projeto que transforma postes eléctricos comuns, em estátuas que integram a paisagem, neste caso na Islândia. Jin Choi e Shine Thomas são os arquitectos responsáveis por esta proposta em 2008, que ganhou o prémio ‘Recognition Award’ na ‘Icelandic High-Voltage Electrical Pylon International Design Competition’, e posteriormente tem sido um projeto reconhecido e divulgado por numerosos meios de comunicação
com pequenas alterações ao design da estrutura em aço das torres, os arquitectos criaram figuras icónicas que se complementam à beleza da paisagem, e assim ultrapassam a ideia de vermos uma torre meramente com um design funcional de necessidade, sem qualquer valor estético associado
os arquitectos afirmam que partem para a proposta do projeto com referência nas estátuas da Easter Island. As figuras criadas para inovar o aspecto das torres, são pensadas como transportadoras de eletricidade ao serviço da população: atravessam os terrenos de dia e noite, independentemente das condições meteorológicas. As posturas e os gestos são também associados à posição de uma pessoa a escalar montanhas. As pequenas alterações nas mãos ou na cabeça combinados com o reposicionamento do corpo das figuras, permitem maior variedade de expressões
as figuras podem também ser colocadas aos pares e andar na mesma direcção ou direcções opostas, olhando uns para os outros ou até curvados a observar a cidade, em plena sintonia uns com os outros
The Land of Giants™ : RIBA Pylon Competition Entry
no fundo, o design inovador destas torres propõe uma humanização das mesmas, o que ajudaria a integrar a estrutura cinzenta e tecnológica num ambiente tão natural.
A proposta da construção do projeto é apresentada detalhadamente, toda a estrutura funcionaria de forma sustentável e os postes de eletricidade não perderiam a sua função básica de serviço, mas ganhariam uma dimensão de complementariedade com o serviço da natureza
Sara Magno. Estudante na área do design de comunicação. Adoro fotografia, publicidade, branding e packing design. Passo horas a escolher tipografias e a explorar soluções gráficas. “We (designers) transform what we touch.”
para mostrar o verdadeiro efeito do sol na pele, invisível a a "olho nu", e apelar à importância da utilização de protetor solar, o realizador Thomas Leveritt criou o vídeo "How the sun sees you"
com quase 10 milhões de visualizações mostra como as pessoas se vêem sob luz ultravioleta... e descobrem "marcas" na pele que nem sabiam que tinham e todo o poder de bloqueio dos raios UV de um protector solar
impressionante! e provavelmente o que seria melhor anúncio de sempre para uma marca de protector solar, não concordam?
as ações de responsabilidade social crescem como cogumelos no mundo digital; o próprio nome se dá a isso, as redes são "sociais" e o próprio nome do canal é social ("social media"). Sejam likes por euros, hashtags por visibilidade, ... o canal parece perfeito para gerar envolvimento sem muito esforço (o que me parece contraditório no final, porque o verdadeiro envolvimento implica sempre esforço e empenho). Por tudo isto, apeteceu-me mostrar uma acção simples e bem analógica (por oposição a digital).
o estúdio de design "Waarmakers", sediado em Amesterdão, propôs uma excelente solução para permitir que as pessoas possam dar todas aquelas coisas que já não precisam e que ainda estão em boas condições. Para isso criaram um saco transparente com um naming claro para indicar que quem quiser os pode levar: "Goedzak" significa "benfeitor", e combina as palavras holandesas para "bom" e "saco".
para usar estes sacos basta deixa-los na rua, mantendo-os limpos e secos. Como são transparentes as pessoas que passam podem ver se o saco tem alguma coisa que lhes interessa, e leva-lo. Afinal, não é por ser analógica que requer muito mais esforço =DD
o projeto tem como objetivo reduzir a quantidade de lixo e coisas que as pessoas tendem a deitar fora, e introduzir um método "socialmente mais responsável" de dar o que não se quer a outras pessoas que precisam
intitulado ‘Share It to End It’, o vídeoconta a história deum rapaz queestá sendo intimidadona escola.Originalmente com 100 segundos de duração, elefica mais curtoum milésimo de segundo cada vez que é partilhado por alguém no Facebook segundo a descriçãodo filme,a idéiaé fazer com que todos tomem consciênciasobre o bullying,eao falarsobre isso,ajudar aacabar com o problema ação criada coma ajuda daJWT Singapore
clique aqui para assistire partilhar ofilme. Uma excelenta acção, que usa de forma muito criativa, para passar a mensagem, uma das ferramentas mais conhecidas do facebook, a "partilha"
o estúdio de designVaulot & Dyèvrecriou umconceitodivertido queé uma respostapara o problemacomum de falta deluz do sol
o "Pills Sunlight" é uma gama de suplementos vitaminicos queestão literalmente a brilhar como o verão. Cadatipo de comprimido encapsula aluz do soldeum lugar tropical, como Seychelles,BahamaseBora Bora =DDD
estes comprimidos não são, definitivamente,"comestíveis", masa sua mensagem éinteligentee com sentido de humor