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Apr 28, 2019

os fundamentais da segmentação em 3 minutos

a campanha mais recente do canal Dinamarquês TV2 é um short course genial em "segmentação de mercado", vale a pena ver



colocamos as pessoas em caixas e isso é normal! é assim que pensamos e é o que temos feito no marketing desde sempre... olhamos para o que o consumidor pensa e faz como uma commodity a que lhe falta profundidade e detalhe

isto leva muitas vezes à criação de personas e de estudos de mercado que ficam pela superfície e que não vão mais longe que o identificar de acções e o descrever de pensamentos discretos, relativamente desligados do consumidor final

como resultado, normalmente, temos estudos que nos dão muita informação mas que levam a uma compreensão pouco complexa daquilo que os consumidores pensam, gostam e querem (precisam...)

por isso, talvez devessemos redefinir o que é mais importante para as nossas “caixas”, isto se queremos, enquanto marcas, ser interessantes para as pessoas (e não consumidores dentro de caixas)

temos mesmo de parar de interromper as pessoas enquanto elas fazem aquilo em que estão interessadas e passar a ser tão interessantes como todas essas coisas; o nosso desafio é fazer com que as pessoas queiram gastar o seu tempo com a marca! o tempo é a nova moeda

as marcas fortes são as marcas que se tornam parte do tempo das pessoas, pela relevância! como e onde encontrar essa relevância? simples, usando a relevância (significado, benefício, propósito...) como critério de segmentação! fica a deixa 

Sep 6, 2018

lápis de cor & legos: posicionamento 101

a marca GIOTTO lançou recentemente uma variedade de doze lápis para colorir com os tons de pele mais encontrados nas pessoas

não é a primeira marca a fazê-lo, existem outras, como por exemplo a Faber-Castell ou a Lyra, também com colecções mais ou menos semelhantes, de lápis para colorir com os diferentes tons de pele

quis no entanto aproveitar o momento para deixar aqui este exemplo de como trabalhar o posicionamento de uma marca com o lançamento de novos produtos. Com isto, a Giotto está a construir uma imagem de "responsabilidade social", "cidadania" e de "proximidade" com o seu produto de sempre: lápis!



isto, sem orçamento significativo de média é verdade, podiam ter aproveitado mais... mas para todos os efeitos com conteúdo relevante e que as pessoas vão querer partilhar nas redes sociais, aliás onde eu próprio descobri este novo produto! e quem cair na tentação de dizer que lápis de cor são "commodities"... desengane-se! e leia este post todos os dias de manhã até ter aprendido ;) 

por sua vez, a fabricante dinamarquesa de brinquedos LEGO tem em curso uma "mega" transformação dos blocos coloridos mais famosos do mundo! Mas ainda pode demorar 15 anos e, se tudo correr como a empresa quer, ninguém vai notar a diferença na experiência de utilização

a marca está a procurar alternativas de base biológica para o plástico derivado do petróleo usado há décadas para produzir os "legos"! 


o processo deverá ser lento, estendendo-se até 2030, porque nenhuma das alternativas aos plásticos existentes hoje, como os produzidos com matérias-primas derivadas de plantas, atendeu as exigências da empresa para dar aos blocos da Lego a sua aparência e tacto característicos. A marca já utiliza polietileno produzido através de cana-de-açúcar para as peças flexíveis como as asas de dragão, palmeiras, etc., mas o material é muito mole para os blocos

a Lego em "tempo real", a trabalhar sustentabilidade social, a mostrar-se atenta ao problema do plástico, e a colocar-se ao lado da solução! espectacular como sempre, os media "adoram" e é noticia atrás de noticia! aliás quem quiser aprofundar mais o tema, sugiro a leitura do artigo do NY Times dedicado ao tema aqui



são dois exemplos iniciativas de posicionamento muito bem conseguidas, mais palavras para quê. Aula sobre posicionamento excelente, dada por quem sabe: as marcas que ficam ;)

Dec 8, 2017

propósito, originalidade e valores

disclaimer: sim, sou Boavisteiro; mas não, isso não tem nada a ver com a razão deste post, tirando o facto do enorme orgulho que sinto por "ser" desta marca!


o Boavista anunciou a renovação de contrato com o atleta Edu Ferreira.  O jovem, de 19 anos, formado nas escolas dos axadrezados, viu o vínculo ser prolongado até 2018/19, numa altura em luta contra um cancro na perna direita, motivo pelo qual teve de interromper a carreira


e o que isto tem a ver com marcas? t u d o. Marcas fortes são marcas que fazem parte da vida das pessoas, têm um significado, fazem sentido na história (atual, passada ou futura) das mesmas, e por isso são relevantes. Esta é uma excelente iniciativa que materializa - na minha opinião - a "santíssima trindade" das marcas fortes! nas palavras de Joah Santos: "propósito, originalidade e valores"

sobre isto, e para quem quiser aprofundar mais o tema, aconselho seriamente a leitura dos artigos do Joah Santos 'BE SIGNIFICANT! - How iconic brands stand out in a crowded world' (link) e '3 stage engine to leadership' (link) e também a leitura do meu artigo 'O “storytelling” e a gestão de marcas' no jornal Observador (link)

o ROI desta iniciativa original ultrapassa em longe qualquer ação de simples compra de meios: constrói marca, cria goodwill e, por isso, reforça a ligação com os adeptos (leia-se, clientes)

sobre marketing (do bom, porque do mau ninguém quer) não me esqueço das palavras do Luis Reis nas aulas de marketing no MBA: "coragem, o marketing é tudo sobre ter coragem!" coragem de criar um posicionamento e defendê-lo, coragem de avançar com campanhas que - não sendo "mais do mesmo" - têm mais risco, mas um retorno gigante

Oct 5, 2017

comunicação do benefício da marca: Victan e o Debosh Destroyery

o nome diz tudo: Debosh Destroyery! o projecto onde se pode alugar um quarto... e destruir tudo o que está dentro dele! Sem dó nem piedade.

não vão faltar as ferramentas para nos ajudar a deixar a nossa marca!


localizado em Moscovo, este negócio incomum funciona como um hotel ou sala de karaoke. Pode-se, por exemplo, alugar um quarto por hora e libertar toda a raiva acumulada. Esta é a catarse no seu expoente máximo! Só de olhar para as fotos com todo o potencial de acção e já nos sentimos melhor (!?)

todos os danos capazes de infligir ao espaço estão incluidos. A pergunta nesta fase é: mas onde é que me inscrevo? quero já??! o site vem com uma ferramenta de "booking" para cada um dos quartos, sem stress ;) 




o conceito não é propriamente inovador, mas a execução é das melhores que já vi. Vale a pena ver o vídeo de apresentação:


e o vídeo deu-me a ideia: este projecto seria o cenário ideal para a próxima campanha do Victan!! um produto da Sanofi, dentro do grupo terapêutico dos ansiolíticos. Só do Victan? garantidamente não, mas fica a titulo de exemplo
 
os ansiolíticos em geral, e o Victan em particular, são recomendados para o tratamento de certas situações de ansiedade, ansiedade reaccional, ansiedade associada a uma afecção somática grave, ansiedade generalizada, etc...

benefício do Victan? de forma resumida: diminuir ou extinguir a ansiedade, sem prejudicar as funções psíquicas e motoras! ou, dito de outra forma, "... tinha visto na televisão que era a fase inicial de um enfarte e sentei-me à espera da pancada. Afinal sobrevivi e o Victan promete tornar-se o meu maior aliado para os próximos tempos."

e não é esta afinal a "promessa" do projecto Debosh Destroyery? o que os torna concorrentes no beneficio, torna-os parceiros ideais de comunicação! o briefing está feito, agora seria trabalho dos criativos 

Sep 11, 2014

rebranding e a mesma história de sempre

estava a ler o artigo "When to rebrand: Malaysia Airlines Casestudy" (link) e achei que tinha tudo a ver com o cartoon mais recente do Tom Fishburne (aka "the marketoonist):



como tudo na vida, o rebranding ou o remodeling não é bom ou mau "à cabeça". É bom quando serve para reforçar a alteração do posicionamento da marca, é bom quando serve para apresentar uma alteração importante no produto ou serviço, é bom quando acompanha uma inovação de ruptura... É mau, sempre que serve de fachada para a "mesma história de sempre"

a história de uma marca (e consequente envolvimento emocional do cliente com ela) constrói-se na cabeça do consumidor, "day by day". O rebranding não constrói uma história por si só, tal como o logo, assinatura ou tag line não são a marca

nas palavras do autor do cartoon:
"A company doesn’t own a brand. It’s consumers do. Giving a brand a new coat of paint (or dressing it in sheep’s clothing) won’t change consumers feelings and expectations of a brand." (Marketoonist)
sugiro mesmo a leitura do post que acompanha o cartoon, aqui 

May 22, 2014

premium low cost e alhos com bugalhos

faz tempo que foi lançada pela Best Travel uma campanha que introduz um posicionamento verdadeiramente inovador: o "premium low cost"

























e é tão inovador... como mau! mau porque não comunica verdadeiramente nada, afinal o que é uma coisa "premium mas barata"? e mau porque atira pedras a ambos os posicionamentos "premium" e "low cost", ao confundir tudo, nomeadamente a cabeça dos clientes

e lembrei-me de falar disto, porque a Seat acabou de fazer exactamente a mesma asneira, apesar de não usar o termo... mas mais valia. Numa campanha recente, e com bastante visibilidade exterior, lançaram o modelo Seat Ibiza FR, por apenas 15.600eur, chave na mão

























para quem não sabe, o "FR" é o modelo de topo da gama Ibiza! é como o Cupra para a gama Léon. Com todos os luxos e um motor que faz efectivamente as delícias dentro do segmento. Diria eu, o modelo premium da gama Ibiza. E o que é este "FR por 15 600 euros"? é o premium low cost =DDD ora, por fora é igual ao original, por dentro tem um "motorzeco" de 85 cavalos #LOL

agora digam-me, quem tem um verdadeiro "FR" como vai ficar ao ver isto? mais uma pedrada no "premium". Eu agora nunca compraria o original sabendo que andam para ai "FR's aldrabados". E por isso o titulo de "alhos com bugalhos"... que confusão

agora, a genialidade da Seat pode estar precisamente noutro lado, ao criar um modelo para um target que gosto de caracterizar como "quem quer mas não pode", e que em portugal deve ser significativo! já estou a ver "olhem para mim com um modelo TOP, olhem é um FR =D"... só não puxem é muito por ele na estrada =DD

comparando, era a mesma coisa que a LV a lançar um modelo de mala barato, uma coisa tipo premium low cost, para fazer concorrência às imitações chinesas #LOL estão a ver o que ia acontecer a quem realmente paga milhares de euros por uma LV não estão?

como já dizia o Diácono Remédios "não havia necessidade", não havia mesmo necessidade de andar a destruir posicionamentos, para em troca deixar esta confusão. Se fosse baralhar para dar de novo, mas com sentido? tudo bem! agora assim?

Sep 1, 2013

Steve Jobs fala sobre a gestão de marcas

comecei por fazer um levantamento de tudo o que de importante e relevante Steve Jobs dizia... acabei por transcrever o vídeo...

é uma daquelas raras situações em que nem sequer podemos pôr nada do que ele diz em causa, porque ao contrário de outros, ele criou uma das marcas mais valiosas do mundo e sabe como o fez. Neste vídeo mostra-nos como:



é um momento unico de aprendizagem, não acham?

Jan 15, 2013

cumprir a promessa

cumprir a promessa (ie. benefício para o cliente) é um dos básicos do sucesso de uma marca! provar que cumprimos a promessa via comunicação nem sempre é fácil. Esta acção de direct marketing da DHL é genial, porque põem à prova a veracidade da sua promessa, numa acção de comunicação um para um: "why we ran an ad in a Chinese newspaper and sent it to Australia"