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Mar 31, 2018

VW, FB e Neo

Mark Zuckerberg veio pedir desculpa pelo uso indevido de dados de milhões de utilizadores pela empresa norte-americana Cambridge Analytica, num anúncio publicado em vários jornais do Reino Unido
Temos a responsabilidade de proteger a sua informação. Se não podemos fazê-lo, não a merecemos

curiosidade 1: o facebook tem cerca de 2.13 biliões de utilizadores ativos mensais no mundo inteiro (e segundo a CNN, 83 milhões de perfis falsos), os jornais foram dados como mortos, o presidente dos EUA usa o Twitter para comunicados oficiais... mas, quando é a sério, mesmo a sério, tem de ir para os jornais?

(afinal) ainda há um ranking de capital de confiança entre o digital e o impresso?

o expresso aproveitou (muito bem) a ideia e deu inclusive um excelente anúncio de (auto)publicidade:


curiosidade 2: a empresa terá perdido mais de 40 milhões de euros do seu valor de mercado desde a divulgação do uso indevido dos dados! parece-me um valor residual para todos os efeitos, mas a questão crítica é: quantos utilizadores (clientes) perdeu? perante a gravidade, deveria ter perdido muitos, certo?... não me parece, nem há qualquer dado sobre isso. Façamos uma pequena "survey": algum dos leitores deste post deixou de usar o facebook por causa disso?

eu não deixei, e acredito que os leitores também não... E porquê?

o que me leva à curiosidade 3: o que há de comum no comportamento do consumidor (cliente, utilizador, o que preferirem), entre a divulgação dos dados sobre as emissões de carbono da VW e a divulgação do uso indevido de dados pessoais dos utilizadores do FB?

a resposta está na curiosidade 2... só queria mostrar um padrão: #TruthIsOverrated... Isto apresar do da importância que o NY Times lhe dá ;)


e de repente deu-me uma vontade enorme de voltar a ler Baudrillard... que não lia desde o lançamento do Matrix. By the way, e como estamos em época de Páscoa...



Dec 27, 2017

tu és único, tu és diferente, tu és especial

como é que as marcas podem chegar aos millenials? agora é mais fácil que nunca

"This Is a Generic Millenial Ad" é um anúncio à geração "milénio", perturbadoramente perfeito, feito exclusivamente de imagens e de vídeos de banco de imagem (stock footage)


o vídeo começa com a voz off a ditar o repto principal "Tu és único. Tu és diferente. Tu é especial" à  medida que vão sendo "lançadas", uma atrás da outra e de forma implacável, cenas que são clichés visuais perfeitos desta geração

só falta a mensagem "insert logo here"



o vídeo foi desenvolvido em parceria entre a equipa da Dissolve, um site dedicado de stock footage, e da agência de design And/Or. Outros vídeos da série, que recomendo vivamente, incluem "This Is A Generic Brand Video" e o "This Is A Generic Presidential Campaign Ad"

este "meta-anúncio" é um alerta à navegação para as marcas e agências, chama a atenção para o perigo de olhar para o target de uma forma "one size fits all", uma tentação em que as marcas e as agências podem cair quando falta tudo, nomeadamente uma compreensão clara do seu target (de comunicação e de consumo)

Oct 5, 2017

comunicação do benefício da marca: Victan e o Debosh Destroyery

o nome diz tudo: Debosh Destroyery! o projecto onde se pode alugar um quarto... e destruir tudo o que está dentro dele! Sem dó nem piedade.

não vão faltar as ferramentas para nos ajudar a deixar a nossa marca!


localizado em Moscovo, este negócio incomum funciona como um hotel ou sala de karaoke. Pode-se, por exemplo, alugar um quarto por hora e libertar toda a raiva acumulada. Esta é a catarse no seu expoente máximo! Só de olhar para as fotos com todo o potencial de acção e já nos sentimos melhor (!?)

todos os danos capazes de infligir ao espaço estão incluidos. A pergunta nesta fase é: mas onde é que me inscrevo? quero já??! o site vem com uma ferramenta de "booking" para cada um dos quartos, sem stress ;) 




o conceito não é propriamente inovador, mas a execução é das melhores que já vi. Vale a pena ver o vídeo de apresentação:


e o vídeo deu-me a ideia: este projecto seria o cenário ideal para a próxima campanha do Victan!! um produto da Sanofi, dentro do grupo terapêutico dos ansiolíticos. Só do Victan? garantidamente não, mas fica a titulo de exemplo
 
os ansiolíticos em geral, e o Victan em particular, são recomendados para o tratamento de certas situações de ansiedade, ansiedade reaccional, ansiedade associada a uma afecção somática grave, ansiedade generalizada, etc...

benefício do Victan? de forma resumida: diminuir ou extinguir a ansiedade, sem prejudicar as funções psíquicas e motoras! ou, dito de outra forma, "... tinha visto na televisão que era a fase inicial de um enfarte e sentei-me à espera da pancada. Afinal sobrevivi e o Victan promete tornar-se o meu maior aliado para os próximos tempos."

e não é esta afinal a "promessa" do projecto Debosh Destroyery? o que os torna concorrentes no beneficio, torna-os parceiros ideais de comunicação! o briefing está feito, agora seria trabalho dos criativos 

Apr 30, 2017

comunicação do beneficio da marca: Victan e o Debosh Destroyery

o nome diz tudo: Debosh Destroyery! o projecto onde se pode alugar um quarto... e destruir tudo o que está dentro dele! Sem dó nem piedade.

não vão faltar as ferramentas para nos ajudar a deixar a nossa marca!


localizado em Moscovo, este negócio incomum funciona como um hotel ou sala de karaoke. Pode-se, por exemplo, alugar um quarto por hora e libertar toda a raiva acumulada. Esta é a catarse no seu expoente máximo! Só de olhar para as fotos com todo o potencial de acção e já nos sentimos melhor (!?)

todos os danos capazes de infligir ao espaço estão incluidos. A pergunta nesta fase é: mas onde é que me inscrevo? quero já??! o site vem com uma ferramenta de "booking" para cada um dos quartos, sem stress ;) 




o conceito não é propriamente inovador, mas a execução é das melhores que já vi. Vale a pena ver o vídeo de apresentação:



e o vídeo deu-me a ideia: este projecto seria o cenário ideal para a próxima campanha do Victan!! um produto da Sanofi, dentro do grupo terapêutico dos ansiolíticos. Só do Victan? garantidamente não, mas fica a titulo de exemplo

os ansiolíticos em geral, e o Victan em particular, são recomendados para o tratamento de certas situações de ansiedade, ansiedade reaccional, ansiedade associada a uma afecção somática grave, ansiedade generalizada, etc...

beneficio do Victan? de forma resumida: diminuir ou extinguir a ansiedade, sem prejudicar as funções psíquicas e motoras! ou dito de outra forma, "... tinha visto na televisão que era a fase inicial de um enfarte e sentei-me à espera da pancada. Afinal sobrevivi e o Victan promete tornar-se o meu maior aliado para os próximos tempos."

e não é esta afinal a "promessa" do projecto Debosh Destroyery? o que os torna concorrentes no beneficio, torna-os parceiros ideais de comunicação! o briefing está feito, agora seria trabalho dos criativos 

Jan 19, 2017

sobre o impacto da publicidade na economia

a World Federation of Advertisers (WFA) publicou recentemente um estudo que, pela primeira vez, quantifica o impacto da publicidade na economia da UE28, da Austrália, do Canadá, do Japão e da Coreia, com base numa metodologia comum

a pesquisa foi conduzida pela Deloitte e financiada pela WFA, com o apoio de uma série de associações europeias da indústria da publicidade

a principal conclusão é que, em média, 1 euro gasto em publicidade gera 7 euros para o PIB europeu. A publicidade garante quase 6 milhões de postos de trabalho na UE, o que equivale a 2,6% de todo o emprego na região




a pesquisa também destaca que a publicidade assegura benefícios pessoais e sociais ao financiar total ou parcialmente os media. A publicidade permite que as pessoas beneficiem das notícias, do entretenimento e de ferramentas de comunicação a um custo reduzido ou mesmo gratuitamente em todo o espectro dos media, na TV, na rádio e on-line


deixo link para o relatório completo aqui

Mar 26, 2016

amour propre

o lançamento da mais recente coleccção da "CHMPGN" - uma marca de streetwear criada em 2012 - foi acompanhado de um spot intitulado com o mesmo nome da coleccção: "Amour Propre"



e o que tinha tudo para ser mais um filho de narciso e desiludir pelo egocentrismo exagerado e típico destas campanhas... acaba por ser um encontro revigorante entre duas pessoas

storyboard excelente, com uma execução à altura! surpreendeu-me e por isso partilho

Mar 13, 2016

e se #ChooseBeautiful passasse a #SizeMatters?

como se descreveria? é a pergunta do mais recente anúncio da Dove no âmbito da sua campanha #ChooseBeautiful


as opções de resposta são “Bonita” e “Comum” e o resultado é mais um anúncio extremamente bem feito, que acerta em cheio no público alvo com a mensagem "habitual" da campanha: "a beleza é uma escolha" e a Dove quer que escolha "bonita"

vejam o vídeo:


é verdade que pode não gerar um impacto tão forte como as anteriores, mas está lá tudo! não é facil uma campanha renovar-se com tanta frequência mantendo a qualidade! este anúncio é um excelente exemplo

deixo em baixo o vídeo com o making of para os mais adeptos, nomeadamente do processo de realização e produção


mas o que torna isto tudo muito mais divertido (e que me fez escrever este post) é a paródia que o sítio na internet "Funny or Die" criou à volta desta campanha: "Dove #SizeMatters – Men Make A Choice". E se a pergunta fosse feita aos homens? 

demasiado bom para deixar passar, não acham? mas falando mais a sério, esta "brincadeira" do sítio "Funny or Die" só vem mostar, na verdade, toda a eficácia da campanha da Dove em se tornar viral! #clapclap para a Dove mais uma vez

Jan 21, 2016

sonhos patrocinados: o futuro da publicidade

já nos habituamos a ver anúncios em qualquer lugar... para o melhor e para o pior já se tornaram parte integrante da nossa vida

mas quanto mais as pessoas tentam evitar ver anúncios, mais as marcas e os anunciantes continuam a tentar encontrar novas maneiras de chegar às pessoas... 
"The real question is not: How many ads do we see? The real question is: What do we have to do to see no ads? And the answer is: go to sleep" (James B. Twitchell)
há um momento que parece ser completamente reservado à pessoa: o período em que dormimos. Os sonhos serão talvez o último lugar seguro e livre da inserção paga de publicidade... ou não?!

o que aconteceria se as anunciantes tivessem a possibilidade de entrar nos nossos sonhos? (de forma paga, porque muitos de nós sonhamos com algumas marcas ;) Será que o futuro da publicidade subliminar dos anos 60 são hoje os sonhos patrocinados?



com base nesta ideia o STUDIO SMACK desenvolveu um curta metragem de animação do que seria um sonho patrocinado por uma marca que todos nós conhecemos bem...



a ideia de sonhos patrocinados parece-me demasiado curiosa para resistir, confesso ;) seja como for, esta iniciativa do Studio Mack é excelente, seja porque serve de motivo para iniciar a discussão e porque, visualmente, o vídeo é simplesmente espectacular!

o que vos parece? 

Dec 8, 2015

estratégia do site Pornhub é uma verdadeira aula sobre gestão de marca

o Pornhub é o site nª1 de conteúdo para adultos, um "equivalente" ao Youtube com vídeos exclusivamente pornográficos, nas versões gratuita e premium, esta última com conteúdos exclusivos

desde meados de 2014 que o website optou (e bem) por um modelo gestão de marca assente num plano de comunicação com campanhas ‘safe for work’ (SFW) que não mostre conteúdo explícito e possa ser divulgada em outdoors, revistas e na web. Porque apesar de o site já chegar a mais de 35 milhões de pessoas o desafio é chegar a ainda mais milhões

a campanha criada para o kick off do projecto foi um processo de recrutamento muito particular: "queres ser o próximo diretor criativo do Pornhub?" O desafio? criar uma  campanha de exterior SFW. O responsável pela peça que ganhasse este concurso passaria a integrar e liderar a equipa de publicidade e marketing do sítio online

podem saber mais nos posts "queres ser o próximo diretor criativo do Pornhub?" e "[UPDATE] "queres ser o próximo diretor criativo do Pornhub?" que explicam como tudo decorreu e quem venceu o projecto

tal como "prometido" o vencedor foi contratado e viu a sua peça em outdoors nas cidades de New York e Los Angels; os dados estavam lançados

na sequência do seu novo director criativo a marca lança a sua primeira campanha online (a tentar o viral) com um novo produto: a "WankBand", uma pulseira que recarrega os nossos dispositivos electrónicos à força de pulso...

podem conhecer tudo no post "quanto mais pulso, mais electricidade". Uma acção que só no youtube deu origem a bem mais de 3 milhões de visualizações, fora toda a mediatização do "produto" no meio online que foi, gigante! eu diria, objectivo cumprido até aqui

agora, o passo seguinte, a televisão! e nada melhor que aproveitar a época natalicia para criar uma campanha que ajude a aumentar a notoriedade e alavancar o posicionamento irreverente da marca. Desafio: como fazer uma campanha de Natal para o Pornhub?  

a pornografia não é de certeza assunto entre um prato e outro na ceia de natal ou na entrega de presentes, ainda mais nesta data de grandes reuniões familiares, muitas vezes com três e quatro gerações reunidas. Ou será?

a assinatura diz tudo "This Christimas give the most touching gift";)) vejam o anúncio, que já vai com mais de 4 milhões de vizualizações só no Youtube:



o anúncio cumpre perfeitamente (ele é comletamente SFW, emocional, envolvente...) e ainda desafia o preconceito tradicional de quem visita ou não o site!

tentei trazer todo o percurso e trabalho da marca entre 2014 até hoje para demonstarar porque é que na minha opinião este é um case exemplar de gestão de marca e comunicação intergrada de marketing! com uma definição clara do posicionamento pretendido ("ser SFW"), que permitiu a declinação para excelentes campanhas OOH, Online e de TV. Todas elas com um trabalho de muito mérito das agências, que cumpriram na perfeição ao apresentarem acções com ideias criativas, diferenciadoras e impactantes

clap, clap

Nov 15, 2015

LEGO, criatividade e estereótipos de género

como parte do manual de instruções foi descoberta uma carta da LEGO aos pais, datada do início dos anos 1970, que tem feito furor na Internet

nessa carta, a empresa insta os seus clientes adultos a dar às crianças a liberdade criativa que elas precisam para construir o que quiserem, independentemente do seu sexo

afirmando que "é a imaginação que conta", a marca apresenta uma posição clara contra os estereótipos de género


foram levantadas dúvidas sobre se esta carta era ou não real! o site Boing Boing - céptico desde o incio - afirmou ter encontrado "provas convincentes de sua autenticidade" na forma de uma versão alemã desta carta

a mim não me importa o timing da acção, porque feito no século 20 ou no século 21, continua a ser uma excelente acção! a mim importa-me a capacidade para posicionar um produto tão bem, que os séculos se tornam indiferentes!

tudo, porque "é a imaginação que conta"

Oct 26, 2015

Guiness, posicionamento e novos mercados

a Vans já nos tinha dado umas das melhores "aulas" de sempre sobre posicionamento, em 14 retratos impressionantes sobre a história de pessoas fora do mainstream, completamente contra a corrente da cultura moderna. 14 vídeos que narram histórias que captam na perfeição todas as expressões criativas da identidade da Vans (podem ver o post aqui)

agora é a vez da Guiness nos ensinar tudo o que sabe sobre posicionamento e a entrada em novos mercados, tão diferentes como o coreano e o africano. Sem nunca perder o norte

antes de mais, esqueçam tudo o que sabem!

já está?

primeiro, o vídeo #MadeofBlack (2014)



a Guinness é uma bebida preta, ok! mas lançar a cerveja em África com uma campanha cuja assinatura é "Made of Black" é uma jogada tão ousada e arriscada, como corajosa. Pelas mãos da BBDO Londres e BBDO Africa o anúncio de TV, dirigido por Sam Brown e a Rogue Films, conta com artistas e criativos africanos reconhecidos que nele encontram a sua forma de materializar a hitória e o que significa ser #madeofblack


a campanha declara que o "preto não é uma cor", o preto é uma "mentalidade", uma "atitude". Em comunicado, a marca vai mais longe e diz que o anúncio faz brilhar uma nova geração de africanos, um novo e progressista espirito em África. #vaibuscar

a música poderosa do Kanye West "Blkkk Skkkn Head" faz o resto

depois, a campanha #TasteofBlack (2015)


o anúncio, pela Iris Worldwide e a produtora The Sweet Shop, explora a percepção de um sabor excessivamente forte e desafiador, através da cor preta. Concentra-se em seis características distintivas da cerveja Guinness, especialmente adaptadas aos consumidores coreanos: suave, profunda, cremosa, corajosa, rica e surpreendente. A campanha convida as pessoas a criar a sua própria descrição do gosto ou sabor de Guinness e, em seguida, partilhar a sua experiência nas redes sociais




três dos maiores líderes de opinião da Coreia, que aparecem no filme (Daedoseogwan, Banzz e Korean Englishman) vão criar o seu próprio conteúdo no YouTube, com base na sua própria experiência #TasteofBlack

ambas as campanhas exploram o atibuto distintivo do produto e o tornam parte integrante do imaginário e do universo de valores de cada um dos países. E fá-lo de forma forte, corajosa e assumida, como sempre a Guiness o faz

#clapclap

Oct 16, 2015

criatividade, prazos e o "overnight test"

na publicidade o tema é recorrente. Os clientes exigem a antrega em tempos cada vez mais curtos, as agências reclamam o seu tempo e espaço. Que relação existe entre tempo e criatividade? (sim porque entre criatividade e álcool já conhecemos...)


encontrei este vídeo, simplesmente genial, com um case TOP sobre a relação entre resultado criativo e as restrições de limite de tempo. A correlação é positiva: quanto mais tempo, mais criatividade - ou, quanto menos tempo, menos criatividade! a forma como o video o prova deixa qualquer um sem argumentos contrários



o vídeo lembrou-me imediatmente o artigo "A Short Lesson in Perspective" de Linds Redding, escritor que, infelizmente, já não se encontra entre nós. Nas palavras de Matthew Creamer (da Advertising Age) trata-se "the best piece of advertising writing you've never read" (ver aqui post no adage.com).

o artigo de Linds fala do "the overnight test" que a dupla Linds e Laurence usava como forma de avaliar se uma ideia era boa ou não! eu resumo o conceito: se no dia a seguir à ideia ter sido criada, ainda fosse tão boa ou melhor que lhes tinha parecido antes, então avançavam

mas...
But here’s the thing.
The Overnight Test only works if you can afford to wait overnight. To sleep on it. Time moved on, and during the nineties technology overran, and transformed the creative industry like it did most others. Exciting new tools. Endless new possibilities. Pressing new deadlines. With the new digital tools at our disposal we could romp over the creative landscape at full tilt. Have an idea, execute it and deliver it in a matter of a few short hours. Or at least a long night. At first it was a great luxury. We could cover so much more ground. Explore all the angles. And having exhausted all the available possibilities, craft a solution we could have complete faith in.
Or as the bean counters upstairs quickly realized, we could just do three times as many jobs in the same amount of time, and make them three times as much money. For the same reason that Jumbo Jets don’t have the grand pianos and palm-court cocktail bars we were originally promised in the brochures, the accountants naturally won the day.
Pretty soon, The Overnight Test became the Over Lunch Test. Then before we knew it, we were eating Pot-Noodles at our desks, and taking it in turns to go home and see our kids before they went to bed. As fast as we could pin an idea on the wall, some red-faced account manager in a bad suit would run away with it. Where we used to rely on taking a break and “stretching the eyes’ to allow us to see the wood from the trees (too many idioms and similes? Probably.) We now fell back on experience and gut-feel. It worked most of the time, but nobody is infallible. Some howlers and growlers definitely made it through, and generally standards plummeted.
The other consequence, with the benefit of hindsight, is that we became more conservative. Less likely to take creative risks and rely on the tried and trusted. The familiar is always going to research better than the truly novel. An research was the new god. The trick to being truly creative, I’ve always maintained, is to be completely unselfconscious. To resist the urge to self-censor. To not-give-a-shit what anybody thinks. That’s why children are so good at it.
desculpem a extensão das transcriçao ;) mas impunha-se para conseguir passar o ponto de vista! para terminar como comecei, e nas palavras de Creamer, "It'd be criminal to summarize the rest of the essay. Rest assured that it is insightful and melancholy and quite beautiful. It embraces both regret and failure and denies self-pity. Just read it."

Aug 26, 2015

everyone is a fu*$#ing critic...

a frase é genial e infelizmente não sei o autor: "not everyone is an artist but everyone is a fucking critic"

a crítica ao trabalho criativo, neste caso das agências de publicidade, é um tema interessantíssimo e super presente no meu dia a dia "at the office"

por isso gosto de pensar sobre este processo (de critica à criatividade), até porque não existe muita literatura organizada (apenas algumas excelentes entrevistas a directores criativos onde o tema é muito bem tratado e que infelizmente não guardei nem fiz "bookmark"...)

re-encontrei este cartoon do Tom Fishburn, de quem sou adepto incondicional, pelos temas que escolhe e pela forma atenta e sagaz como os trata. Este cartoon acerta em cheio naquilo a que a critica criativa infelizmente se tornou... em má critica criativa!

então estes 8 tipos de "maus críticos" são TOP:

e porque é que é "má" critica criativa? isso é fácil, porque não usa os parâmetros ou pressupostos que a "boa" critica à criatividade deve usar ;)  E quais são? simplificando, organizo a coisa à volta de três questões:

1. briefing

antes de criticar qualquer trabalho, deve-se conhecer e dominar muito bem o briefing que o originou assim como os objectivos da marca. Ahhhh, nenhum mau briefing dá origem a uma boa campanha criativa!! (deixo o tema do que é um bom Vs mau briefing para depois). Assim, a primeira questão é: Cumpre ou não cumpre o briefing? (objectivos, target, mensagem, ...). Se cumpre avança, se não cumpre volta atrás

2. comunicação

um determinado trabalho pode ser esteticamente lindo, excelente em termos de design, pode ser uma verdadeira obra de arte... mas se não cumprir a sua função de comunicar algo, que o brief tem de definir de forma explicita, então esqueçam, no good...

por isso a segunda questão é: Comunica uma mensagem, de forma directa e simples? e aqui é importante que só comunique uma mensagem, e de preferência o benefício do produto/serviço para o cliente... não duas ou três ou quatro mensagens, mas sim uma!! coisa que os marketeers se tendem a esquecer... (sobre este tema aconselho mesmo o post "o segredo esta na massa! no molho! não está no benefício!")

3. impacto

se não fizer o cliente querer ver, ler ou ouvir a mensagem então... não serve. Porque a mensagem tem de ficar na cabeça do cliente para a partir daí influenciar o processo de compra/ de escolha do produto ou do serviço. Para a mensagem ficar na cabeça do cliente tem de o impactar!!! seja de que forma for (mais coisa menos coisa...). Por isso, a publicidade causa impacto (junto do target definido pelo briefing)?

muito, mas muito importante, a critica criativa como podem ver, não é uma questão de "gosto". Saber avaliar a qualidade de um trabalho é independentemente do gosto pessoal de quem avalia. Até porque a maior parte das vezes quem critica o trabalho está longe de fazer parte do target. As campanhas, as peças, a publicidade são para um determinado target, e é a esses que tem de impactar (sugiro que espreitem o post "uma questão de impacto")

last but not the least, uma boa critica criativa implica coragem, sim coragem. Coragem para aceitar e levar para a frente campanhas verdadeiramente originais e criativas

e depois de tudo isto, simplesmente não resisto a partilhar o outro lado da moeda ;)

ainda sobre criatividade, neste caso sobre criatividade e prazos, sugiro o post "criatividade, prazos e o "overnight test" #KeepReading

opiniões?

May 31, 2015

internet trends: 2015 e além

estamos naquela fase do ano que somos bombardeados com trends disto, trends daquilo, trends por tudo e por nada. O #asMarcasqueficam não podia deixar de alinhar no trend ;)

há já 20 anos que Mary Meeker, partner e analista da Kleiner Perkins Caufield & Byers, apresenta o seu documento anual sobre as principais tendências da Internet; esta quarta-feira, dia 27, voltou a fazê-lo durante na Code Conference, que teve lugar na Califórnia

o documento dá uma perspectiva global e exaustiva de como a Internet é usada por todo o mundo, como é ocupado o tempo online, qual a evolução da utilização dos equipamentos mobile, quais as plataformas ou apps mais utilizadas globalmente, entre outras

essencial para quem quer saber o que se passa no mundo digital e quais são as perspectivas de futuro

veja em baixo toda a apresentação de Mary Meeker


e aqui podem encontrar um artigo muito bom da TechCrunch com os principais destaques da apresentação deste ano

May 13, 2015

se conseguimos isto com um só outdoor, imagine com a rede toda

a JCDecaux, com ajuda da BBDO Bélgica, criou recentemente mais uma daquelas acções para "provocar" os directores de marketing!


o objectivo? serem recebidos pelos directores de marketing para uma apresentação do research mais recente acerca da eficácia do meio OOH

o resultado? segundo os próprios, conseguiram com que todos os directores de marketing agendassem uma reunião com o grupo!

como? vejam o vídeo com o case, porque vale a pena!



gostei particularmente da parte, "se conseguimos isto com um só outdoor, imagine com a rede toda"

um MUITO bom exemplo de articulação entre a criatividade da comunicação e o meio. Boa publicidade é assim, a ideia criativa existe, e usa o meio para potenciar o seu alcance

Feb 27, 2015

quanto mais pulso, mais electricidade

certamente na sequência do seu novo director criativo (ver aqui campanha) a marca lança agora o seu novo produto: "WankBand", uma pulseira que recarrega os nossos dispositivos electrónicos à força de pulso...

a WankBand gera então electricidade à força do uso intensivo do pulso, energia que podemos usar no tablet, no smartphone ou mesmo no laptop, tudo através de uma ligação USB. Esta pulseira incomum dá obviamente tanto para mulheres como para homens ;)


uma ideia de produto COMPLETAMENTE inusitada, e que na verdade não é mais do que uma operação de buzz marketing inventada pelo PornHub 

de qualquer forma , o resultado está aí, e não há dúvida de que a WankBand vai gerar muita "tinta" na web. Aliás, era esse o objectivo da contratação do novo director criativo ;)

Dec 8, 2014

nem tudo o que reluz é ouro (2)

o post "nem tudo o que reluz é ouro" (ver aqui) era dedicado à conclusão de que: o tráfego humano na web representa apenas 40% do tráfego total na rede; os restantes 60% são "causados" por boots sejam eles bons ou maus

os resultados do estudo mais recente da Google - "The Importance of Being Seen" - vêm atirar mais uma pedra ao charco do digital: 56,1% da publicidade que é apresentada nas plataformas da Google não é na realidade vista pelos utilizadores, basicamente porque aparecem fora da janela do navegador (ver estudo completo aqui)

e a conclusão é que o posicionamento e o formato do anúncio numa página Web fazem toda a diferença (claaaaro!!!)

assim sendo a Google aproveitou para deixar algumas dicas importantes, ainda que algumas delas já sejam do conhecimento de quem trabalha na área: a posição do anúncio na página faz muita diferença, com destaque para os banners que aparecem no último ponto visível da página, antes do scroll; o formato e tamanho utilizado também influênciam aa visibilidade do anúncio, sendo os formatos verticais os que apresentam melhor taxa de visualização; e o tipo de publicação em que o anúncio aparece, com os sites de comunidades online e os sites de jogos online com as melhores taxas de visualização



obrigado Google por seres tão amiga dos anunciantes [sarcasmo -.-''''] que forma tão top de concentrar o interesse dos anunciantes numa posição(ões), e com isto aumentar drasticamente o valor dessa(s) posição(ões)...

Nov 2, 2014

a arte de contar uma história e a construção de marca

a Skype sabe que é muito mais do que uma plataforma para as pessoas conversarem de forma rápida e simples. Entende que o valor real da sua tecnologia está nas relações humanas, ao juntar as pessoas


este insight é poderoso e a chave para o sucesso da nova campanha, que dá um passo de gigante na comunicação da marca

e para entenderem porque é que é um salto de gigante, primeiro têm mesmo de ler este artigo do Marcelo Lourenço, director criativo da Fuel Lisboa: "Cannes 2014 resumido em duas palavras: “technology” e “storytelling”"

tradicionalmente a Skype tem optado por campanhas com anúncios "explicativos"/"informativos" (a explicar funcionalidades da plataforma, fundamental quando se apresenta uma tecnologia nova) ou com anúncios "divertidos", com base no "humor" para mostrar como a tecnologia é divertida e fácil

ao aplicar o conceito de "Storytelling" à sua nova campanha a Skype pode finalmente materializar este insight, falar do que realmente importa, e construir marca. À lista de campanhas do artigo do Marcelo, juntava claramente esta

vejam o case:



como tive a oportunidade de ouvir esta semana numa apresentação pela Ogilvy, a forma perfeita de "market the brand and integrate the product" =D o que acharam?

Oct 26, 2014

humor no lugar errado?

"Come a Little Closer", ou "aproxime-se um pouco mais" em tradução livre, é o que diz o outdoor para a empresa de serviços funerários "Bergmann & Sohn"

e se tentarem realmente chegar um pouco mais perto do anúncio, provavelmente vão mesmo precisar dos serviços funerários da marca. Não podemos dizer que não seja criativo, mas está no limite!

as duas faces da moeda: e se alguém tivesse MESMO morrido à conta do anúncio? por outro lado, podiam ter colocado o copy num tamanho de fonte ainda mais pequeno, para obrigar a pessoa a aproximar-se mesmo para ler.

o que acharam?

Sep 11, 2014

rebranding e a mesma história de sempre

estava a ler o artigo "When to rebrand: Malaysia Airlines Casestudy" (link) e achei que tinha tudo a ver com o cartoon mais recente do Tom Fishburne (aka "the marketoonist):



como tudo na vida, o rebranding ou o remodeling não é bom ou mau "à cabeça". É bom quando serve para reforçar a alteração do posicionamento da marca, é bom quando serve para apresentar uma alteração importante no produto ou serviço, é bom quando acompanha uma inovação de ruptura... É mau, sempre que serve de fachada para a "mesma história de sempre"

a história de uma marca (e consequente envolvimento emocional do cliente com ela) constrói-se na cabeça do consumidor, "day by day". O rebranding não constrói uma história por si só, tal como o logo, assinatura ou tag line não são a marca

nas palavras do autor do cartoon:
"A company doesn’t own a brand. It’s consumers do. Giving a brand a new coat of paint (or dressing it in sheep’s clothing) won’t change consumers feelings and expectations of a brand." (Marketoonist)
sugiro mesmo a leitura do post que acompanha o cartoon, aqui