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May 31, 2015

internet trends: 2015 e além

estamos naquela fase do ano que somos bombardeados com trends disto, trends daquilo, trends por tudo e por nada. O #asMarcasqueficam não podia deixar de alinhar no trend ;)

há já 20 anos que Mary Meeker, partner e analista da Kleiner Perkins Caufield & Byers, apresenta o seu documento anual sobre as principais tendências da Internet; esta quarta-feira, dia 27, voltou a fazê-lo durante na Code Conference, que teve lugar na Califórnia

o documento dá uma perspectiva global e exaustiva de como a Internet é usada por todo o mundo, como é ocupado o tempo online, qual a evolução da utilização dos equipamentos mobile, quais as plataformas ou apps mais utilizadas globalmente, entre outras

essencial para quem quer saber o que se passa no mundo digital e quais são as perspectivas de futuro

veja em baixo toda a apresentação de Mary Meeker


e aqui podem encontrar um artigo muito bom da TechCrunch com os principais destaques da apresentação deste ano

Apr 26, 2015

asas de borboleta são a resposta para ecrãs à prova de brilho

por vezes perguntam-me porque comprei um Kindle em vez de um tablet... obviamente não o "Kindle Fire HDX 7" (que para mim já é mais um tablet do que um Kindle no sentido estrito), mas sim a versão original do e-reader o "Kindle Paperwhite". A razão é simples: porque é o que melhor cumpre o que eu procuro num e-reader, ou seja, tal como está na tagline do Kindle, "the perfect reading experience". E o que dá a este modelo do Kindle essa capacidadade? a completa ausência de brilho do ecrã ("reflexos"), independentemente da luz ambiente, o que torna a leitura muito mais agradável e muito mais próxima de um livro!

agora, e se essa "experiência" pudesse estar disponivel em TODOS os ecrãs?! pondo fim ao "estrabismo" que resulta de tentar ler e-mails num dia ensolarado?! segundo o artigo da Wired que li, a resposta parece estar... nas asas de uma borboleta ;)))

as asas de borboleta podem assim ser a solução para a criação de ecrãs à prova de brilho, sejam smartphones, laptops ou tablets! os investigadores acreditam que, recriando a estrutura das asas da borboleta "glasswing", podem ser capazes de conseguir desenvolver ecrãs completamente não reflectores

a borboleta em questão tem asas transparentes que quase não refletem qualquer luz. As asas são capazes de fazer isso porque "a estrutura da sua superfície é constituída por uma distribuição aparentemente aleatória de nanoestruturas de diferentes alturas separadas por distâncias variáveis" (fonte)​​

os investigadores do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, que descobriram o fenómeno, referem que uma versão sintética desta estrutura pode perfeitamente ser desenvolvida para aplicação em todos os equipamentos com ecrãs.  Os resultados foram publicados na revista Nature Communications, que os mais nerds podem ler aqui

isto é inovação, como mandam as regras e o fora da caixa ;)) e é este tipo de inovação que diferencia um produto, e que o pode tornar (ou manter) lider! por isso é que, para mim, a gestão de inovação tem de fazer parte da natureza das marcas; é uma questão de sobrevivência da mais bem adaptada 

Jul 6, 2014

as redes sociais [não] influenciam a decisão de compra

de acordo com "Gallup's State of the American Consumer Report" intitulado "The Mith of Social Media", e que entrevistou 18 mil americanos, a maioria dos consumidores, 62%, diz que as redes sociais como o facebook ou Twitter não têm qualquer influência sobre suas decisões de compra:
 
são dados um bocado desconcertantes para quem está no negócio de marketing. Ou então não! A opção será desistir? Não! claro que não. É verdade que, muitas vezes, os consumidores não são os melhores em reconhecer o que os influência para comprar coisas, nem as marcas em ler o que eles nos querem dizer (mas isso é outro tema...)

acho que fica o aviso à navegação, porque se no limite estes dados até retratam bem o estado da coisa, então a conclusão é mesmo que as marcas não estão a fazer aqui um bom trabalho. Porque se um meio tão poderoso como as redes sociais não influência o comportamento de compra, então é porque não está a ser bem usado

as marcas precisam mudar a forma como estão nas redes sociais. Muitos anunciantes têm vindo a tratar as redes como plataformas de publicidade tradicionais, negligenciando a essência, e potencial, do "social": as pessoas a falarem com pessoas.

o que acham?

podem encontar o resumo do report aqui

Feb 16, 2014

8º QSP Summit: a “Oportunidade Multicanal”













 
O QSP Summit é uma das grandes referências da actualidade no marketing, como espaço de reflexão de temas que estão na agenda dos gestores e marketeers, procurando antecipar as oportunidades e indicar caminhos para a resolução dos novos desafios. A 8ª edição do QSP Summit vai abordar o tema “Oportunidade Multicanal”, e tem como objectivos dar perceber o que é que os consumidores realmente valorizam e como fazer chegar os produtos e serviços através do canal certo, no momento certo.

O evento vai realizar-se no dia 13 de Março no Centro de Congressos da Exponor no Porto. Em conjunto com o lançamento do programa oficial (aqui), o blog "as Marcas que ficam" deixa-vos com uma entrevista exclusiva ao Rui Ribeiro, Managing Partner da QSP- Consultoria de Marketing e responsável pela organização do evento. 


"as Marcas que ficam": Porquê o tema deste ano a "Oportunidade Multicanal”. Que relação com os desafios actuais do mercado?
QSP: Um dos maiores desafios na actualidade é a integração e acção integrada: temos muita informação sobre os nossos consumidores actuais e potenciais: perfis, gostos, hábitos e preferências, comportamentos, mas integrar toda essa informação para fazer chegar ao cliente a oferta que ele pretende, é um desafio permanente. Temos muitos canais, mas não é suficiente estar presente, é decisivo ter estratégias para cada canal e estratégias multicanal. Queremos que os marketeers encarem este desafio como uma oportunidade de expansão do negócio e do portfolio. O tema deste ano é aquele que está no topo das preocupações de todos os marketeers e gestores em todo o mundo, e esta é uma importante reflecção e contributo para que os nossos profissionais possam continuar a estar próximos dos consumidores. O comportamento de compra e dos consumidores mudou muito com a realidade online/offline. A relação com estes passou a omnipresente. Vamos falar de Omnichannel, Cross Channel, da importância do Mobile e do e-Commerce, dos Touch Points da marca e a nova vida das lojas físicas que são fundamentais. 

"as Marcas que ficam": Como decorre o processo de definição do tema para cada conferência? existe alguma consulta ao "target" para a sua consolidação?
QSP: Por um lado como consultores e empresa de estudos de mercado, trabalhamos directamente com os gestores e marketeers e sabemos quais as preocupações e desafios que estes têm a cada momento. Por outro a equipa da QSP faz contínua investigação sobre os temas emergentes. Do cruzamento de ambas em regra resulta o tema do evento. Por vezes o tema pode constituir uma antecipação como já aconteceu. O tema deste ano é aquele que está a ser debatido pelas grandes marcas mundiais e pelas maiores portuguesas. Apesar de termos de preparar o evento com 14 meses de antecedência, apercebemo-nos nessa altura que este tema seria incontornável. 

Feb 14, 2013

how's my blogging?

ultrapassadas as 6000 visualizações em pouco mais de três meses, impõe-se o estudo de mercado ;) e claro, sem esquecer o mais importante, que é o meu obrigado a todos pelo interesse!

uma nova era no consumo de meios

desde televisores e smartphones até tablets, portáteis e consolas as pessoas estão a consumir conteúdo através de todo o tipo de dispositivos disponíveis "under the sun" (era importante manter a expressão em inglês para se perceber a infografia da Nielson em baixo)! E, mais importante ainda, a consumir conteúdo em diferentes dispositivos (quase) em simultâneo.

isto é um verdadeiro desafio para toda a cadeia de valor no marketing de uma marca, desde os gestores de marca às agências de publicidade, comunicação e meios, passando também pelos próprios meios. Hoje, a elaboração de um plano de meios tem que estar, obrigatoriamente, atenta a esta nova forma de consumo. E se para decidir como estar em TV é preciso ultrapassar um verdadeiro labirinto de números dada a cada vez maior dada a dispersão da audiência pelos canais cabo, agora é ainda essencial, coordenar o anúncio na TV com os display's online (e em qual dos milhares de sítios da internet ou optar pelos Google ads) e, já agora, uma presençazita obrigatória nos Facebook ad's.

o resumo da situação é mais ou menos este:  
alguém a ver tv (um entre os cento e oitenta canais disponíveis), com o portátil no colo, o tablet no jornal diário e o telemóvel no facebook... isto a multiplicar pelo número de elementos da família :) dificultem a vida aqui ao menino que ele gosta! LOL
para começar a ter uma ideia de como o consumo se distribui pelos suportes decidi partilhar aqui esta infografia da Nielson (sou um adepto incondicional de infografia) que resume os principais resultados do estudo U.S. Consumer Usage Report 2012 (ver press aqui). Os dados são da população americana, mas julgo que se usarmos os valores em percentagem e uma regra de "três simples" conseguimos ter uma ideia do que representará em Portugal. 


Feb 12, 2013

publicidade, confiança e eficácia

os ultimos dados do "Nielson Global Trust in Advertising Survey" (ver press aqui e aqui, para a versão gratis do relatório, ver aqui) geraram um buzz que me parece excessivo; o buzz anda à volta da descoberta  do "word of mouth" como o "meio de publicidade" em que as pessoas depositam mais confiança versus todos os outros!

antes de mais, uma correcção: não é o "word of mouth", é a "recomendação"! segundo, "recomendations from people I know" é um meio de publicidade? below ou above já agora? ao colocarmos as "recomendações de outros" lado a lado com a tv, rádio ou banner online, não estaremos a misturar "alhos com bugalhos" como dizia a minha avó?

e, já agora, não foi sempre assim? em quem é que confiaram mais quando foi preciso comprar o computador: no vendedor do ponto de venda ou no cunhado informático? e a opinião do cunhado é um canal de publicidade? só se eu começar a negociar com a agência de meios comprar "opiniões de cunhados ao milheiro" :) o que a publicidade já tentou e continua a tentar é colocar pessoas "crediveis" ou de "referência" a darem a sua opinião sobre produtos e com isso valorizá-los.






















mas concordo que as redes sociais vieram dar uma dimensão diferente a tudo isto! e daí a segunda categoria "consumer opinions posted online" ser bastante relevante! alguns bons exemplos para mim são o sítio na Internet "Tripadvisor" e as "customer reviews" da Amazon, ou o "quem viu este livro também viu este". Recentemente, julgo que foi a Worten que desenvolveu uma acção do género "experimente em casa gratuitamente e recomende online o produto" para dinamizar esta forma de divulgação. 

eu posso alavancar "recomendações de pessoas que eu conheço" a favor da minha marca, só não acho que sejam publicidade como é um "banner online" e por isso não possam ser comparáveis, e ao forçar a comparação provavelmente estou a passar resultados confusos ou interpretações erradas às pessoas. 

o que me interessa enquanto gestor de marca é saber que anúncios de televisão funcionam melhor que outros, que conteúdos devem ter para conseguir esta ou aquela emoção no target, ou para uma dada mensagem para um determinado público se é melhor o meio online ou impresso... a mim interessam-me, antes de mais, estudos de eficácia.

Jan 29, 2013

tendência: (des)liga-te

era de esperar que surgisse alguma coisa dedicada a equilibrar este resultado paradoxal da internet móvel e das redes sociais: estamos todos ligados mas, na verdade, nunca estivemos tão separados. Qualquer um de nós já esteve nesta situação: sentados a uma mesa, a jantar, a tomar um café, e todos agarrados ao telefone... nem uma palavra! situação ainda mais awkward, todos a fazer like e a comentar uma fotografia que acabaram de tirar juntos. A capa da revista The New Yorker de Julho de 2012 não poderia ser mais clara:




















a sociedade civil já o percebeu e deu um passo interessante, com a criação de vários movimentos, do qual salientava o "Disconnect revolution" (aqui) que criou um video que se tornou, com mais ou menos impacto, num passo importante para dar visibilidade a este paradoxo.



as marcas também não andam propriamente distraidas, nomeadamente aquelas que podem ser  directamente afectadas por este movimento de "disconnect and enjoy", ou seja, as empresas de telecomunicações.

e por isso mesmo, já em 2010, a DTAC Tailândia lançou a campanha "Disconnect to Connect", cujo video é em tudo semelhante ao anterior, quer nos objectivos, quer no conteúdo. 



eis que este natal, a Vodafone surge com este anúncio na televisão, cujo mote da acção, como "postado" pelo gestor do canal da Vodafone PT no Youtube, é "há dias em que a melhor forma de nos ligarmos... é desligarmos"



claro que o grande desafio que as empresas de telecomunicação vão ter de enfrentar é como gerir as opiniões contraditórias que vão surgir, uns a achar que isto é responsabilidade social, outros que é publicidade contra eles prórprios! e nem de propósito vejam os dois comentários a este vídeo da vodafone










outras marcas começam também a dar dimensão ao fenómeno! a revista "Go Outside", lançou este mêm uma campanha com o mesmo mote, uma campanha impressa chamada "Jailhouses" ;) deixo-vos com as imagens



























existem de certeza mais campanhas à volta deste tema e a dar dimensão, a materializar esta tendência de "desligar para ligar". Se conhecerem outras campanhas ou acções que sejam exemplos deste movimetno por favor partilhem aqui! vai ajudar a perceber a evolução do fenómeno.

Dec 9, 2012

young consumers favor mobile phones over cars

é o titulo do mais recente post do blog Market Watch do The Wall Street Journal: "Young consumers favor mobile phones over cars".

sendo um titulo exgerado (e por isso um bom titulo) é uma excelente metáfora das mudanças geracionais no comportamento do consumidor. As consequências destas mudanças podem ser desatrosas se não forem antecipadas pelas empresas directamente afectadas! é nestes momentos que grande empresas, como a Ford, passam dificuldades enormes e outras emergem, na crista da tendência.

o que a Ford está a tentar fazer parece-me interessante, e um excelente passo, que é tentar trazer o que os clientes procuram para os seus produtos.
[excerto] "Sheryl Connelly, manager of global trends for Ford F ,  said it’s not always easy getting young consumers excited about automobile ownership.
During a presentation of the company’s first Looking Further with Ford…13 Trends for 2013 report, she pointed out that only three out of ten 16-year-olds in the U.S. hold a valid license, which means that 70% of them don’t even drive.
“Millennials don’t always see the car as an iconic symbol of status,” she said, referring to the demographic group with Baby Boomer parents who grew up after 2000. “It’s been replaced by the cell phone.”
alterações demográficas, sociais e tecnológicas estão na base desta alteração de comportamento. O serviço de transportes como o metro é muito mais presente e eficaz e constitui uma verdadeira alterativa a ser dono de um carro, um investimento sempre significativo! não só na compra, mas cada vez mais no dia-a-dia com os preços da gasolina actuais; ainda mais no periodo de incerteza que se vive de taxas de desemprego elevadíssimas.

interessantemente saiu uma noticia no Finantial Times em inicios de Novembro que aponta exactamente o mesmo caminho "‘Millennials’ drive rethink on marketing" e de onde queria salientar:
[excerto] "Only a quarter of respondents said they think they will earn more than their parents, a drop from 38 per cent in a separate Viacom study conducted in 2006. The stormy economic outlook also is shaping the generation’s views of happiness and success.
The generation is much closer with family than earlier groups. Their top definition of success is being happy. Qualities such as being rich, looking good, being famous and driving a nice car do not rank as highly as previous generations – posing a marketing challenge to consumer packaged-goods companies, fashion brands and carmakers."
tudo indica que estas alterações que vieram para ficar, nomeadamente as alterações no estilo de vida. Não atender a estas alterações pode significar a diferença entre manter, perder ou ganhar a vantagem competitiva.

Dec 6, 2012

porque é que um anúncio se torna viral - 2ª parte

na primeira parte deste post (ver aqui) deixei-vos com um excelente video da Harvard Business Review sobre o que torna um anúncio viral ou não. Parece-me interessante deixar-vos também com outra forma de materializar o mesmo. No capitulo "Basics of Social Media Content" do livro "Secrets of Social Media Marketing" Gillin explica-nos o que é para ele a fórmula de sucesso do marketing viral:

"keep it simple + make it personal + give people a reason to pass it on" 

1. "Keep it simple", ou seja, uma só mensagem. Esta é uma regra de ouro em qualquer suporte utilizado na publicidade. Diria que é a condição básica, sine qua non. Simples em todas as dimensões, na mensagem, mas também no tempo. Lembro que no video da HBR eram claros: "people get bored right away".

simples e eficaz :) este video da Nike (que não o reconheu oficialmente) conseguiu 34 milhões de "social views" (1) (2).

 

2. "Make it personal". A palavra chave aqui é relevância! se uma coisa me desperta o interesse e tem tudo a ver comigo e com a minha "tribo" (para usar o termo de Seth Godin), porque é que eu não o hei-de querer partilhar e que os outros vejam? relevante não para a marca!! relevante para quem vê. Mais uma vez, nas palavras de Seth Godin "what people really want is the ability to connect to each other, not to companies" (via). De onde julgam que vem o sucesso do Facebook?

se as pessoas querem a estar juntas, a campanha da Xbox junta a família! não tendo sido os pioneiros neste isnight (mas sim a Wii), este anuncio chegou aos quase 48 milhões de "social views" (2) (até Jul de 2012).



3. "Give people a reason to pass it on". Nem que seja porque é engraçado e faz rir (muito). Afinal os videos de gatinhos a fazer coisas engraçadas, a par de bébes a rirem-se, são normalmente os videos com maior numeros de visualizações. Nas palavras de um recente artigo da AdWeek, "You'll laugh, you'll cry. But most of all, you're likely to share" (via). Se olharem para as várias listas de videos mais partilhados de sempre vão ver que no top 20 raramente aparece o video de uma marca. Acontecimentos do quotidiano com piada e musica ganham a milhas qualquer um dos anuncios de marcas mais visto. E quando os anuncios de marcas atingem valores de visualizações gigantescos, é porque nos tocam.

um excelente exemplo? a campanha "Dove - Pela Beleza Real" com o vídeo "Evolution (Dove Soap)": Em Julho de 2012 já acumulava 36.6 "social views" (2)



para quem estiver interessado, a Unruly Media é a responsável pelo "Global Viral Video Chart". Têm índice global e por categorias muito bem actualizado. 

(1) fonte: The 10 Most Ripped-Off Viral Ads Of All Time, Business Insider.
(2) Digital video analytics and advertising firm Visible Measures combed the Internet to find which ads were ripped, copied, mashed-up, re-mixed, and parodied the most times in the history of the Internet. Visible Measures then ranked each of these ads according to number of views the copied and derivative videos received.

Dec 4, 2012

10 trends para 2013

com o aproximar do final do ano somos inundados por reports com tendências disto e tendências daquilo... de todos os que já me passaram pelas mãos, este é dos que me parece mais alinhado com o que acredito que há-de vir por aí. Pela JWT Intelligence ficam as 10 tendências que irão moldar a forma de pensar e o comportamento dos consumidores em 2013

deixo-vos com o sumário executivo do report



e com o "2-minute teaser video" onde encontram uma apresentação geral das 10 trends


(via)

Nov 26, 2012

publicidade no ponto de venda é eficaz

noticia tipo revelação na meios & publicidade: "publicidade no ponto de venda é eficaz "!! a sério?! nãããã!! ninguém diria ;) fica o resumo, para quem precisar dos números para algum exercício de convencimento...

a conclusão:
"a publicidade no ponto de venda é um factor com elevada influência no comportamento do consumidor, quer na intenção de compra dos produtos, quer na notoriedade e recordação das marcas."
os números:
"cerca de 73 por cento dos consumidores pararam junto a um suporte publicitário sempre que estiveram perto das categorias em análise, 66 por cento dos inquiridos afirmou recordar-se de ter visto publicidade em loja e 48 por cento afirma ter visto pelo menos um dos suportes em teste da In-Store Media."

"os suportes publicitários no ponto de venda contribuíram para aumentar em 91 por cento a intenção de compra das marcas nas lojas com campanha, verificando-se ainda um acréscimo positivo de 24 por cento de recordação das marcas e incremento médio de 47 por cento na recordação das campanhas publicitárias."
(via)

Nov 20, 2012

já não era ficção científica, mas agora é de qualquer um

ok, o reconhecimento de faces já está disponível para o comum dos mortais, e para ser utilizado como ferramenta de identificação, rastreio e armazenamento de dados relativos à compra. O que esta ferramenta traz de novo à analise de tickets é, literalmente, atribuir-lhe um rosto, já não é uma pessoa qualquer, é aquela pessoa, única e exclusiva!

a verdade verdadinha é que os cartões de fidelização já nos davam os dados que o reconhecimento facial anuncia agora; mas, também é verdade que estes cartões podem ser partilhados entre pessoas, e as marcas só conseguiam identificar o cliente depois da compra!

o que esta ferramenta acrescenta é que permite conhecer o histórico do cliente sempre que este visita a loja mesmo que não compre! por exemplo o número de vezes que teve de visitar a loja para ver um televisor até o comprar! quem diz televisor, diz carro, diz outra coisa qualquer; para além disso, não pode ser partilhado! e por isso quem compra o quê, quando e como, por exemplo dentro de uma mesma família, passa a ser possível.

fãs do "1984" comecem a tocar as sinetas, o big brother pode ser a nossa marca preferida ;)



ir para fonte

sabemos o que fazem, mas saberemos o que pensam?

muitos marketeers, intencionalmente ou não, vêem o que o consumidor pensa e faz como uma commodity a que lhe falta profundidade e detalhe. Este pressuposto leva muitas vezes a estudos de mercado que ficam pela superfície e que não vão mais longe que o identificar de acções e o descrever de pensamentos discretos, relativamente desligados do consumidor final. Como resultado, normalmente, temos estudos que nos dão muita informação mas que levam a uma compreensão pouco complexa daquilo que os consumidores pensam, gostam e querem (Zaltman, 2003).

por exemplo: saber que os consumidores preferem uma embalagem redonda a uma embalagem quadrada é importante, sem dúvida! Mas mais importante ainda é saber porque é que eles preferem esta embalagem redonda! E desta forma, talvez, mas talvez, consigamos ir longe o suficiente para perceber que a configuração desejada pelo consumidor não é nem redonda nem quadrada, mas sim triangular (apesar de, quando confrontados com apenas as duas primeiras, preferirem a redonda). Se pararmos para perguntar o que é que os consumidores querem, talvez eles nos respondam! assim, poderemos parar de perder tempo a tentar adivinhar.

toda a forma de pesquisa e estudo de mercado envolve opções acerca de como achamos que o mundo em geral, e os consumidores em particular são, se organizam e fazem escolhas. Sem duvida que o "técnico de Estudos de Mercado tem de saber desenhar uma amostra e de saber qual a melhor forma de seleccionar os elementos que a vão integrar; tem de saber também construir um questionário e tem de ser mestre na arte de perguntar” (Queirós, 2007).

mas mais importante, tem que saber que informação nunca vai saber ao fazer esta pergunta em vez de outra. E mais importante ainda, tem que saber conversar com o consumidor, tem que saber ouvir o que consumidor está a querer dizer, mais do que inserir a sua resposta num qualquer programa estatístico! E por isso os Focus Group têm sido menos eficazes do que aquilo que se espera actualmente deles – tão simplesmente porque não têm sido desenhados para conversar e ouvir, só para falar (o monólogo do marketeer...). Surpresa, das surpresas: "That is why consumers so often act differently than research predicted" (Wolfe, 2006).

é já por demais evidente que o comportamento de compra não obedece aos critérios lógicos que a lei da utilidade económica queria que obedecessem. Quais são então esses critérios? O que procurar? Como ultrapassar as criticas levantadas no inicio deste texto? A resposta passará, inevitavelmente, por saber criar um dialogo com o consumidor, em vez do tradicional monólogo.

Bibliografia:
Wolfe. (2006). The Problem with Trying to Predict Consumer Behavior .
Queirós. (2007). Estudos de Mercado e Estudos de Meios.
Zaltman (2003). How customers think: essential insights into the mind of the market. HBS.

[*disclaimer: excerto de um artigo de opinião escrito por mim para QSP Marketing]