tatuagens electrónicas: the next big thing

esta é fase do ano que o boom de textos e posts sobre "trends" dispara, apontando pistas para os planos e estratégias de 2016 and beyond

de tudo o que vi, decidi escolher aquela que eu - não só gosto mais - como acredito ser a próxima inovação com impacto significativo na nossa vida, os interfaces entre o corpo humano e a tecnologia, neste caso os biowearables, o momento em que "Tech Gets Skintimate"

a tecnologia biométrica já nos apresentou todo o tipo de wearables como roupa, pulseiras e smartwatches. Mesmo a ideia das tatuagens electrónicas não é propriamente nova (vejam por exemplo o artigo "Estará pronto para a Tatuagem electrónica?" do blog pplware) mas a qualidade de execução deste trabalho merece o meu destaque pela positiva

a empresa Chaotic Moon, com sede no Texas (EUA), está a desenvolver tatuagens de baixo relevo (temporárias) com tinta condutora para criar circuitos na pele capazes de recolher informações biométricas 


o protótipo actual tem a capacidade de monitorizar indicadores como a temperatura corporal e nível de stress de acordo com a transpiração e o ritmo cardíaco ou o nível de desidratação, e transmitir essa informação via Bluetooth para um smartphone na proximidade



para os mais nerds, curiosos ou quem quiser aprofundar o tema, outras companhias a estar atentos são a Google’s Viva Link, a SEEQ Monitors e a MC10

agora, basta usar a imaginação e pensar nas potencialidades deste produto e na imensidão de aplicações em todos - mas mesmo todos - os sectores!

coincidência - ou não - estou a ler o livro "The medium is the Massage" de Marshal McLuhan e Quentin Fiore, e fiquei curioso de saber qual seria a sua opinião a esta tatuagem! acho que parte da resposta passaria sem dúvida por aqui:


e por isso escrevi este post, porque acredito mesmo que os biowearable vão mudar muita coisa, mesmo muita

LEGO, criatividade e estereótipos de género

como parte do manual de instruções foi descoberta uma carta da LEGO aos pais, datada do início dos anos 1970, que tem feito furor na Internet

nessa carta, a empresa insta os seus clientes adultos a dar às crianças a liberdade criativa que elas precisam para construir o que quiserem, independentemente do seu sexo

afirmando que "é a imaginação que conta", a marca apresenta uma posição clara contra os estereótipos de género


foram levantadas dúvidas sobre se esta carta era ou não real! o site Boing Boing - céptico desde o incio - afirmou ter encontrado "provas convincentes de sua autenticidade" na forma de uma versão alemã desta carta

a mim não me importa o timing da acção, porque feito no século 20 ou no século 21, continua a ser uma excelente acção! a mim importa-me a capacidade para posicionar um produto tão bem, que os séculos se tornam indiferentes!

tudo, porque "é a imaginação que conta"

novas perspectivas de funcionalidade, criação e inovação

Oki Sato é um designer japonês, e fundador da empresa de design Nendo. Completamente viciado na constante concepção de novos produtos de design, Oki Sato afirma que através das suas criações pretende contribuir para pequenos momentos de satisfação e interesse no nosso quotidiano

a mais recente inovação de produto da Nendo partiu da seguinte questão: se as canecas e as panelas das nossas cozinhas têm alças / pegas, porque é que os pratos não têm?

desta forma a Nendo desenvolveu uma nova linha - Totte-Plates, que através de uma adição tão simples de uma alça ao prato do quotidiano permite, por exemplo, que seja mais fácil de o segurar quando está quente e assim de o transportar. Não só resulta na alteração de pegar no prato, como também lhe fornece uma nova sensação de segurança



esta é uma das muitas abordagens das potencialidades do design no nosso dia-a-dia, tornar pequenos detalhes de utensílios diários cada vez mais adaptados à nossa forma de vida; uma extensão positiva ao nosso quotidiano a preocupação da caracterização do prato não fica por aqui, e a alça permite também solucionar questões de armazenamento tendo em conta que os pratos são normalmente dos objetos de cozinha com maiores dimensões guardados nos armários

esta colocação automática dos pratos nas prateleiras é alterada e os pratos podem ser pendurados na parede. Os três tamanhos que existem encaixam perfeitamente no interior uns dos outros, para que possam ser empilhados ou pendurados simultaneamente 

a Nendo reforça a importância desta ideia de armazenamento, uma vez que os espaços de vida são cada vez mais compactados, e os próprios utensílios devem adaptar-se e ocupar o menos e o melhor espaço que conseguirem 


a busca de novas perspectivas de funcionalidade nos produtos é uma das áreas de expansão do design, e esta readaptação de um objeto tão simples e utilitário, é a confirmação de como os designers encontram sempre inovadoras respostas até às questões mais simples 

Sara Magno. Estudante na área do design de comunicação. Adoro fotografia, publicidade, branding e packing design. Passo horas a escolher tipografias e a explorar soluções gráficas. “We (designers) transform what we touch.”

Guiness, posicionamento e novos mercados

a Vans já nos tinha dado umas das melhores "aulas" de sempre sobre posicionamento, em 14 retratos impressionantes sobre a história de pessoas fora do mainstream, completamente contra a corrente da cultura moderna. 14 vídeos que narram histórias que captam na perfeição todas as expressões criativas da identidade da Vans (podem ver o post aqui)

agora é a vez da Guiness nos ensinar tudo o que sabe sobre posicionamento e a entrada em novos mercados, tão diferentes como o coreano e o africano. Sem nunca perder o norte

antes de mais, esqueçam tudo o que sabem!

já está?

primeiro, o vídeo #MadeofBlack (2014)



a Guinness é uma bebida preta, ok! mas lançar a cerveja em África com uma campanha cuja assinatura é "Made of Black" é uma jogada tão ousada e arriscada, como corajosa. Pelas mãos da BBDO Londres e BBDO Africa o anúncio de TV, dirigido por Sam Brown e a Rogue Films, conta com artistas e criativos africanos reconhecidos que nele encontram a sua forma de materializar a hitória e o que significa ser #madeofblack


a campanha declara que o "preto não é uma cor", o preto é uma "mentalidade", uma "atitude". Em comunicado, a marca vai mais longe e diz que o anúncio faz brilhar uma nova geração de africanos, um novo e progressista espirito em África. #vaibuscar

a música poderosa do Kanye West "Blkkk Skkkn Head" faz o resto

depois, a campanha #TasteofBlack (2015)


o anúncio, pela Iris Worldwide e a produtora The Sweet Shop, explora a percepção de um sabor excessivamente forte e desafiador, através da cor preta. Concentra-se em seis características distintivas da cerveja Guinness, especialmente adaptadas aos consumidores coreanos: suave, profunda, cremosa, corajosa, rica e surpreendente. A campanha convida as pessoas a criar a sua própria descrição do gosto ou sabor de Guinness e, em seguida, partilhar a sua experiência nas redes sociais




três dos maiores líderes de opinião da Coreia, que aparecem no filme (Daedoseogwan, Banzz e Korean Englishman) vão criar o seu próprio conteúdo no YouTube, com base na sua própria experiência #TasteofBlack

ambas as campanhas exploram o atibuto distintivo do produto e o tornam parte integrante do imaginário e do universo de valores de cada um dos países. E fá-lo de forma forte, corajosa e assumida, como sempre a Guiness o faz

#clapclap

postes eléctricos comuns são figuras humanas gigantes

The Land of Giants, é um projeto que transforma postes eléctricos comuns, em estátuas que integram a paisagem, neste caso na Islândia. Jin Choi e Shine Thomas são os arquitectos responsáveis por esta proposta em 2008, que ganhou o prémio ‘Recognition Award’ na ‘Icelandic High-Voltage Electrical Pylon International Design Competition’, e posteriormente tem sido um projeto reconhecido e divulgado por numerosos meios de comunicação

com pequenas alterações ao design da estrutura em aço das torres, os arquitectos criaram figuras icónicas que se complementam à beleza da paisagem, e assim ultrapassam a ideia de vermos uma torre meramente com um design funcional de necessidade, sem qualquer valor estético associado

os arquitectos afirmam que partem para a proposta do projeto com referência nas estátuas da Easter Island. As figuras criadas para inovar o aspecto das torres, são pensadas como transportadoras de eletricidade ao serviço da população: atravessam os terrenos de dia e noite, independentemente das condições meteorológicas. As posturas e os gestos são também associados à posição de uma pessoa a escalar montanhas. As pequenas alterações nas mãos ou na cabeça combinados com o reposicionamento do corpo das figuras, permitem maior variedade de expressões

as figuras podem também ser colocadas aos pares e andar na mesma direcção ou direcções opostas, olhando uns para os outros ou até curvados a observar a cidade, em plena sintonia uns com os outros

© 2008-2015 Choi+Shine Architects


The Land of Giants™ : RIBA Pylon Competition Entry

no fundo, o design inovador destas torres propõe uma humanização das mesmas, o que ajudaria a integrar a estrutura cinzenta e tecnológica num ambiente tão natural. A proposta da construção do projeto é apresentada detalhadamente, toda a estrutura funcionaria de forma sustentável e os postes de eletricidade não perderiam a sua função básica de serviço, mas ganhariam uma dimensão de complementariedade com o serviço da natureza

podem conhecer mais no website dos autores aqui 

Sara Magno. Estudante na área do design de comunicação. Adoro fotografia, publicidade, branding e packing design. Passo horas a escolher tipografias e a explorar soluções gráficas. “We (designers) transform what we touch.”