design, disrupção e gestão de marca

atualmente o fenómeno do design está aliado à tecnologia, e tornou-se rapidamente na maior ferramenta de linguagem dos negócios do século 21. O documentário “Design Disruptors”, desenvolvido pela InVision, pretende destacar a importância do design de produto e da experiência do utilizador em grandes empresas de topo, tais como a Airbnb, Coursera, Dropbox, Etsy, Eventbrite, Evernote, Facebook, Google Ventures, HubSpot, MailChimp, Netflix, Pinterest, Salesforce, Spotify, Twitter, Xero, Zendesk, e muitas mais

o filme tem estreia para início do ano de 2016, e é dirigido por Matt D’Aveila que promete explorar “as mentes mais criativas de uma geração em que o design mostra a sua ajuda no desenvolvimento das empresas e da sociedade". O documentário pretende tocar em vários aspectos da importância do design nas nossas vidas, desde o seu impacto na melhoria do modo de vida até à conexão que existe entre o design e os humanos




o design gráfico apresenta-se como uma das melhores ferramentas para a resolução de problemas: "Great designers don't see problems and solutions alone - they see stepping stones for a coherent, intencional journey" - Airbnb, head of experience design

o grande objectivo do filme é educar as pessoas e as empresas, através da apresentação dos melhores designers do momento, fazendo com que criem respectivamente experiências positivas na sociedade e transformações em novas empresas

qualquer projecto de inovação tecnológica precisa de engenheiros que criem um bom suporte informático, prático e funcional, e a relação da tecnologia com o design começa aqui: os designers pensam nas pessoas, nas suas emoções, perspectivas e as conexões que querem alcançar. O objetivo dos designers enquanto integrantes dos projectos passa pelo pensamento directo de como querem que as pessoas utilizem o produto / interface, e como é que isto se pode tornar numa experiência rápida, criativa e de impacto para o utilizador

o trailer refere a importância do design no desenvolvimento da base do projecto, pois se a estrutura do design não for bem consistente, todo o processo se pode tornar vulnerável. Este documentário é de elevada pertinência na geração actual, na qual o design cada vez vinga mais e se manifesta como um mecanismo de exploração e desenvolvimento



a interrogação que fica no final é inquietante para qualquer designer, gestor de desenvolvimento de marca ou de inovação: “A questão agora não é se podemos construir. Sim podemos construir qualquer coisa. A questão é que futuro queremos construir juntos? E isso é o poder do design”

Sara Magno. Estudante na área do design de comunicação. Adoro fotografia, publicidade, branding e packing design. Passo horas a escolher tipografias e a explorar soluções gráficas. “We (designers) transform what we touch.”

ser humano, storytelling e gestão de marca

hoje, olhamos para o Ser Humano como um “Homo Fabulus” – um contador de histórias – mais do que como um Cientista ou como um Investigador. Da procura pela verdade e dos factos, passamos para a procura de significado e de relevância

somos ouvintes e contadores de histórias desde que nascemos. É através do processo de contar histórias – o “Storytelling” – que comunicamos, nos relacionamos e damos significado a tudo o que acontece. As histórias fascinam. Os factos aborrecem.

apesar da importância dos factos, são as histórias que nos fazem importar, e quando nós nos importamos, nós respondemos. É este o desafio que atualmente, mais que nunca, se coloca às marcas: o de conseguir que o consumidor se importe, responda e se relacione com elas e com os seus produtos

podemos sem grande hesitação afirmar que vivemos atualmente num contexto cultural e tecnológico onde os consumidores sabem (quase) tudo sobre uma marca, desde a sua origem, até onde e como os seus produtos são fabricados e vendidos. Em consequência, as empresas são avaliadas pelos consumidores por muito mais do que apenas os seus produtos

os valores da marca, a forma como esta se posiciona perante questões sociais e as emoções que evoca (posicionamento) são atualmente elementos extremamente relevantes para os consumidores e, por isso, conteúdo de enorme potencial num contexto de Storytelling

é verdade que "most brand storytelling wouldn’t pass the bedtime story test. Yet there’s never been a greater time for brands that can tell a story well." [Tom Fishburne] 



new Serif in town, pela mão da Samsung

Ronan e Erwan Bouroullec são irmãos e formam ambos uma conceituada equipa de designer’s. Serif Tv by Samsung é o último projecto dos irmãos, que apresentam a televisão como uma peça de mobiliário sofisticada e totalmente preparada para integrar os espaços interiores





o desenvolvimento do perfil da tv é a forma de um I maiúsculo, por sua vez de uma fonte serifada. Porquê que isto agrada aos consumidores? Porque estão presentes os conceitos de tamanho e magreza que normalmente são vistos como qualidades desejadas.

a tv deixa de ser um aparelho de televisão com aspecto tecnológico e com uma tela plana preta, e passa a ter a sua personalidade sofisticada e cativante. A parte superior da tv serve como base para outros objetos, com a finalidade do proprietario colocar livros e outras peças decorativas que integrem o ambiente da sala. A parte de trás da televisão possui um painel em tecido que pretende ocultar todos os fios, sendo que esta pode ser movida para longe da parede, perdendo a sua localização habitual




“O motivo era fazer um objeto que pertence-se adequadamente ao mundo em que vivemos” referem os autores. Serif está em lançamento na London Design Festival até hoje dia 27 de setembro, e pretende entrar no mercado a 2 de novembro ainda deste ano. 

os tamanhos da tv também foram pensados, e existem respectivamente três: Serif de 40 polegadas, Serif Medium de 32 polegadas, e a Serif Mini de 24 polegadas. O interface foi desenvolvido pela Samsung, com a inovação do Curtain Mode que permite criar um cenário gráfico translúcido na tela da televisão sem que esta seja necessariamente desligada



de facto é um produto inovador, podemos alterar a sua perspectiva no espaço de uma casa e faze-lo integrar-se como uma peça de design. A sua função deixa de ser apenas prática para assistir a programas e novelas, e passa apresentar-se ao seu proprietário como objeto de exploração e decoração

Sara Magno. Estudante na área do design de comunicação. Adoro fotografia, publicidade, branding e packing design. Passo horas a escolher tipografias e a explorar soluções gráficas. “We (designers) transform what we touch.”

Ogilvy entrevistado por Crichton, 1977

o publicitário David Ogilvy foi entrevistado por John Crichton em 1977, num vídeo realizado pela Associação Americana de Agências de Publicidade

encontrei recentemente essa entrevista, tinha por isso de a partilhar aqui, claro!!! #Nerd

esta é a versão completa da entrevista:



sou um leitor inveterado de tudo que o Ogilvy escreveu; ouvi-lo marca ainda mais, e como isto é um blog sobre as marcas que ficam... é perfeito!

mercedes cria design que se adapta à velocidade

para o Frankfurt Motor Show, na Alemanha, a Mercedes-Benz apresentou, mais que uma nova tecnologia, um novo paradigma na construção de carros, elevando para um patamar superior o pressuposto no design de produto de que a forma segue a função: o Concept IAA ("Intelligent Aerodynamic Automobile")

porque neste caso é literalmente isso, o carro, em movimento, ajusta a sua forma para lidar melhor com a resistência do ar! essa mudança acontece quando o motorista pressiona um botão, ou então, de forma automática, assim que o carro atinge 80 km por hora
 
o Concept IAA não será vendido por enquanto. A empresa afirma que o modelo e as pesquisas relacionadas servirão como inspiração para gerações futuras de automóveis da marca. Numa palavra: INOVAÇÃO

vejam pf o vídeo com apresentação do conceito



e para o que realmente me importa, o batmobile nunca este tão perto!! yeeehaaa ;))