um lápis que é um aliado da diversidade cultural

a marca GIOTTO lançou "recentemente" uma variedade de doze lápis para colorir com os tons de pele mais encontrados nas pessoas



não é a primeira marca a fazê-lo, existem outras, como por exemplo a Faber-Castell ou a Lyra, também com colecções mais ou menos semelhantes, de lápis para colorir com os diferentes tons de pele

quis no entanto aproveitar o momento para deixar aqui este excelente exemplo de como trabalhar o posicionamento de uma marca com o lançamento de novos produtos

com o #Giottoskintones através do atributo mais "básico" do produto - a cor - construiriam uma ferramenta poderosa, evoluíram do simples lápis de colorir para um instrumento de comunicação de valores fundamentais como a "diversidade cultural"

isto junto de vários targets-alvo, as crianças obviamente, mas também os professores e as famílias, que vêm aqui uma oportunidade ótima para por o tema "no papel"



a Giotto está a construir uma imagem de "inovação", "responsabilidade social", "cidadania", "proximidade", "diversidade" e "cultura" com o seu produto de sempre: lápis! keep it simple



quem cair na tentação de dizer que lápis de cor são "commodities"... desengane-se! e leia este post todos os dias de manhã até ter aprendido ;) 

nunca como hoje fez tanto sentido partilhar estas boas práticas

quem quiser conhcer o site do produto por ver aqui

marcas à beira do abismo?

a revista The Economist preparou uma apresentação extremamente interessante (e tendenciosa quanto baste, tal como mandam as regras) das implicações de simplesmente cortar no investimento em publicidade durante um periodo de crise ou recessão 

deixo-vos na evidência dos números, nas palavras dos gurus e nas sábias citações:


dizem que devemos aprender com o que a história nos ensina. Este trabalho do The Economist é de 2012

fui ao livro "Ogilvy on Advertising"de 1983 encontrar a seguinte referência ao mesmo tema, neste caso sobre os (não) investimentos das marcas nos EUA durante o periodo da grande recessão:
"the companies that did not cut their advertising budgets did better in every year. By 1977 their sales had more than doubled, while sales had barely gone up 50% for companies that cur their advertising. 1975 sales were down for the companies that cut their advertising, but up for those that didn't"
como diria o Yoda, "Difficult to see. Always in motion is the future…"

but fu*k it, save the koalas

o instagram apagou a conta de uma modelo que arrecadou US$ 500 mil para o combate aos incêndios na Austrália... com nudes :)

valores mais altos se levantam... ou então não! 


a "influencer" e modelo Kaylen Ward publicou no seu Twitter () o aviso de que estaria distribuindo nudes no Insta para quem comprovasse que doou pelo menos dez dólares às instituições australianas que ela havia listado e que estavam ajudando as vítimas do recente desastre ambiental

o tweet obteve nada menos que quarenta mil retweets e permitiu que a modelo arrecadasse cerca de quinhentos mil dólares

a campanha não foi do agrado do Instagram, que notificou Ward de que sua conta seria eliminada por postar “conteúdo sexualmente sugestivo”. A modelo diz que não violou quaisquer diretrizes e declarou no Twitter que irá continuar com a ação, na procura da maior quantidade de fundos possíveis para ajudar o povo australiano que foi atingido pelo fogo.
Activismo "incompreendido" e/ou má gestão de marca de curto prazo?  uma das duas ou ambas?

a teoria do consumidor para totós

a teoria do consumidor, ou teoria da escolha, é uma teoria da microeconomica, que tenta descrever como os consumidores tomam decisões de compra e como eles enfrentam os diferentes tradeoffs e as mudanças no seu ambiente

para esta teoria, as pessoas escolhem um bem em detrimento de outro em virtude da utilidade que ele lhe proporciona; sendo que as coisas não têm valor em absoluto em separado das pessoas e das circunstâncias, tendo a mesma coisa diferentes valores para pessoas e situações diferentes

um dos pressupostos - valor e escassez - diz que a escassez é o que gera o valor! Antes da lei económica da oferta e da procura explicar as variações dos preços em função da quantidade disponível dos bem em causa, já há muito o dia a dia dos homens havia feito da escassez o critério objectivado mais básico para a aferição do valor das coisas

mas tudo começa a perder interesse (utilidade?!) com a matematização da realidade...

"em  termos  matemáticos,  este  princípio  geral  traduz  que  a  função  valor  é  côncava  crescente.  A  função  ser  côncava crescente traduz que a sua derivada é positiva e que a sua segunda derivada é negativa (que o valor marginal é decrescente)"

vamos por isso ao que interessa! este é um screenshot do website e loja e-Commerce da marca "Anti Social Social Club" [link]

se uma imagem vale mais do que mil palavras, esta então vale todo um manual de microeconomia e um manual de teoria do consumidor juntos

TODOS, mas literalmente todos os produtos da marca são apresentados na loja online com o rótulo de "SOLD OUT", estando por isso em rutura e por isso impossíveis de comprar...

https://www.antisocialsocialclub.com/

não vou perder-me em explicações ;) iniciativa online muito bem conseguida, completamente fora da caixa, como a própria marca 

procura e oferta, valor e negociação, posicionamento, ... está cá tudo! 

se for tema de interesse, sugiro a leitura do artigo no Observador  "O storytelling e a gestão de marcas"

a ação que a Benetton queria ter feito: baloiços cor-de-rosa néon unem fronteira México/EUA

os baloiços foram instalados entre das ripas de aço numa secção do muro da fronteira, no Sunland Park, pelos arquitetos californianos Ronald Rael e Virginia San Fratello, com o apoio do Colectivo Chopeke da Ciudad Juarez, noMéxico



a ideia original foi concebida por Rael e Fratello em 2009 (ver aqui) quando estavam a ser desnvolvidos conceitos alternativos ao muro para delimitar a fronteira, projectos que dessem visibilidade aos desafios humanísticos, culturais e ambientais inerentes à construção do muro

nos vídeos e fotos partilhados por Rael, podemos ver adultos e crianças que se juntam à diversão. Como diz no tweet de um dos autores,
quando penso em marcas e ativismo / intervenção social a United Colors of Benetton está claramente no meu top of mind, daí a "provocação" no titulo. Imaginei também um baloiço feito de peças de legos e a ação ser promovida pela marca dinamarquesa, teria sido excelente também

quando a criatividade e o ativismo social inspiram as marcas. Devemos estar bem atentos à forma como a sociedade comunica e as mensagens que previligia. É de lá que deve vir inspiração e os principais insights acerca do consumidor, das gerações X, Y, Z, de tudo

o que vos parece a ideia? que outras marcas?