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you can talk the talk, can you walk the talk?

uma coisa é as marcas comunicarem como o futuro devia ser, como nos devíamos comportar, como é que devíamos estar a mudar o mundo... blá blá blá... outra coisa é comunicar como se está - efectivamente - a mudar o mundo hoje

uma coisa é parecer interessante com a comunicação de uma acção futura (de que vamos ajudar, de que vamos mudar, ... só não sabemos é quando), outra coisa é ser interessante pelas consequências das nossas acções e comunicar precisamente isso! chamamos-lhe hoje "purpose-led advertising"

e quando se tem a mensagem certa, consegue-se coisas fantásticas como esta

sugiro ouvir a entrevista de Mike Watson da Wunderman Thompson, a agência responsável pela peça, na sequência dos recém criados prémios de eficácia da Kantar: "Future Proof: What makes a winning advert?"

por isso: parem de querer parecer interessantes, sejam interessantes

a t-shirt phygital da Carlings

a marca de roupa escandinava Carlings criou uma T-shirt que é – ao mesmo tempo – física e digital, o que a torna um dos melhores exemplos de um produto da nova "Era Phygital”


phygiquê?

phygital é um termo resultante da contração de Physical (físico em inglês) com Digital, que propõe a união de experiências de átomos e bits, analógica e digital. Compreende que os mundos real e o virtual estão cada vez mais próximos, que esses mundos colidiram e já não existem barreiras que os separem

fala-se inclusive de "phygital marketing" como uma estratégia para as marcas que procuram interagir com os consumidores neste novo território, onde as fronteiras entre físico e digital desapareceram, ou estão cada vez mais diluídas

o que nos traz de volta à Carlings

a marca escandinava Carlings, conhecida por criar a primeira colecção de vestuário digital de sempre, está a revolucionar uma vez mais a indústria da moda. Desta vez, é com "The Last Statement T-shirt", que a marca afirma ser o primeiro "tee" do mundo a integrar realidade aumentada

a marca tinha como objetivo conseguir colocar-se ao lado da geração "nativa digital" no protesto a favor da sustentabilidade, nomeadamente no esforço para reduzir o impacto ambiental do chamado “fast fashion”

para ajudar a resolver o conflito entre querer comprar mais roupa mas não quer contribuir mais para a crise climática, a t-shirt "The Last Statement" oferece aos utilizadores uma nova opção: permite mudar a mensagem na t-shirt sem a danificar ou ter de comprar uma nova - o "santo gral" para qualquer instragramar

as pessoas compram a T-shirt - que é branca à parte de um logotipo gráfico no topo - no website da Carlings por 39,90 euros. A T-shirt é então enviada directamente para o cliente; após a entrega do artigo, os clientes podem visitar a conta Instagram dedicada da Carlings, seleccionar o ícone de filtro e escolher entre uma variedade de desenhos; depois é só apontar a câmara para o logótipo gráfico da T-shirt. Isto irá sobrepor digitalmente o desenho seleccionado à T-shirt

todos os desenhos e animações incluem mensagens ambientalmente conscientes, tais como "Parem de negar que o nosso planeta está a morrer" e "Tenho a certeza que os dinossauros pensaram que também tinham tempo"

novas mensagens irão aparecer regularmente na conta Instagram da marca "para que todos os dias a t-shirt possa exibir um novo desenho de declaração animada para amplificar a tua mensagem", de acordo com o site da Carlings

depois de revelar a iniciativa no nosso evento anual da marca em Londres, a Carlings disponibilizou as T-shirts para compra no seu website sendo que 25% de cada compra será doada à instituição de caridade WaterAid


o projecto foi criado pela Virtue Nordic, a agência criativa da Vice Media com sede em Copenhaga
[One Shirt – 100’s of Designs] The Last Statement T-shirt takes a classic pillar of youth rebellion and reinvents it for the digital age. Through a custom version of Instagram/Facebook filters, you can digitally change its design. So every day, the shirt can display a new animated statement design to amplify your message. Without ever having to buy another t-shirt.  


façam por favor uma vénia à Carlings e à Virtue Noridic

primeiro, a ação da Carlings vai directa ao cerne do problema que as marcas enfrentam na procura de um equilíbrio entre o ganho comercial e o facto de ser mais sustentável. Cada vez mais pessoas reconhecem que precisamos de desperdiçar menos para proteger o nosso planeta, mas a pressão das marcas sobre as pessoas é para comprarem mais. Este é o enigma no centro da crise do consumo, e que me tem levado a pensar que teremos de evoluir, não para consumir menos ou consumir mais, mas para consumir melhor!

segundo, porque é só o melhor exemplo à data de uma iniciativa verdadeiramente Phygital para a geração nativa digital e eco consciente, mas de longe!

o que acharam?

good bots, bad bots, and... humans

de repente o "marketing" como o conhecemos está morto! e deve ser, urgentemente, substituído pelo "growth hacker"! Silicon Valley - e o COVID-19 - assim o ordenam. E o que é um growth hacker? nas palavras de Andrew Chen, no artigo "Growth Hacker is the new VP Marketing"

"Growth hackers are a hybrid of marketer and coder, one who looks at the traditional question of “How do I get customers for my product?” and answers with A/B tests, landing pages, viral factor, email deliverability, and Open Graph. On top of this, they layer the discipline of direct marketing, with its emphasis on quantitative measurement, scenario modeling via spreadsheets, and a lot of database queries. If a startup is pre-product/market fit, growth hackers can make sure virality is embedded at the core of a product."

e o "direct marketing" aparece novamente como o futuro do marketing ;) só que hoje são "cliques", em vez de cupões de jornais! de repente o digital parece ser a única salvação do marketing, e o growth hacker o seu messias! nas palavras de Ryan Holiday,
"Growth hacking threw out the playbook of traditional marketing and replaced it with only what is testable, trackable, and scalable. Its tools are emails, pay-per-click ads, blogs, and platform APIs instead of commercials, publicity, and money. While traditional marketing chases vague notions like “branding” and “mind share,” growth hackers relentlessly pursue users and growth — and when they do it right, those users beget more users, who beget more users. They are the inventors, operators, and mechanics of their own self-sustaining and self-propagating growth machine that can take a start-up from nothing to something”
por mim tudo bem... mas não sem antes perceber que quase metade do tráfego da Internet vem de bots - aplicações de software que executam tarefas automatizadas para quase tudo o que se possa imaginar na Internet... o que nao acontecia com os cupões dos jornais...

em 2019, segundo dados do recente "Bad Bot Report - Bad Bots Strike Back (2020)" da Imperva (link),  o tráfego de "bad bots" atingiu o valor mais elevado de sempre, representando 24,1% de todo o tráfego na Internet. Se acrescentarmos a atividade dos "good bots", percebemos que 37,2% do tráfego na Internet não é humano. Por sua vez, o tráfego humano na Internet aumentou em 1,1%,  para 62,8% do total



a boa noticia, é que em 2014 só pouco mais de 40% do tráfego na Internet era Humano, hoje ultrapassa os 60%. A má noticia é que, quase 40%, ainda são bots...


eu não estou por isso preparado para deixar a minha profissão nas mãos de bots, bons ou maus ;)

até porque os "good bots" podem enviesar os analytics da web, fazendo com que algumas páginas pareçam mais populares do que realmente são. Por exemplo, se fizer publicidade do seu website, os "good bots" podem gerar uma impressão, mas esse clique no anúncio nunca se converte no funil de vendas, porque não é uma pessoa

contas "por alto", para um CTC de 1 eur, se tivermos 100 cliques, 60€ do investimento foram efetivos, 40€ foram diretamente para a plataforma anunciante (provocada por bots, mas que o anunciador paga e a plataforma cobra)... por isso na verdade a campanha não chegou a 100 pessoas, chegou a 60 e o CTC real foi de 1,67€

se os analytics do website estiverem poluídos com bots, qualquer decisão baseada na origem desse tráfego está potencialmente "viciada". Ser capaz de separar inteligentemente o tráfego gerado por utilizadores humanos legítimos, "good bot", "bad bots" é essencial para a tomada de decisões comerciais informadas

por isso, como diria Yoda "So certain were you. Go back and closer you must look"

VW, FB e Neo

Mark Zuckerberg veio pedir desculpa pelo uso indevido de dados de milhões de utilizadores pela empresa norte-americana Cambridge Analytica, num anúncio publicado em vários jornais do Reino Unido
“Temos a responsabilidade de proteger a sua informação. Se não podemos fazê-lo, não a merecemos”

curiosidade 1: o facebook tem cerca de 2.13 biliões de utilizadores ativos mensais no mundo inteiro (e segundo a CNN, 83 milhões de perfis falsos), os jornais foram dados como mortos, o presidente dos EUA usa o Twitter para comunicados oficiais... mas, quando é a sério, mesmo a sério, tem de ir para os jornais?

(afinal) ainda há um ranking de capital de confiança entre o digital e o impresso?

o expresso aproveitou (muito bem) a ideia e deu inclusive um excelente anúncio de (auto)publicidade:


curiosidade 2: a empresa terá perdido mais de 40 milhões de euros do seu valor de mercado desde a divulgação do uso indevido dos dados! parece-me um valor residual para todos os efeitos, mas a questão crítica é: quantos utilizadores (clientes) perdeu? perante a gravidade, deveria ter perdido muitos, certo?... não me parece, nem há qualquer dado sobre isso. Façamos uma pequena "survey": algum dos leitores deste post deixou de usar o facebook por causa disso?

eu não deixei, e acredito que os leitores também não... E porquê?

o que me leva à curiosidade 3: o que há de comum no comportamento do consumidor (cliente, utilizador, o que preferirem), entre a divulgação dos dados sobre as emissões de carbono da VW e a divulgação do uso indevido de dados pessoais dos utilizadores do FB?

a resposta está na curiosidade 2... só queria mostrar um padrão: #TruthIsOverrated... Isto apresar do da importância que o NY Times lhe dá ;)


e de repente deu-me uma vontade enorme de voltar a ler Baudrillard... que não lia desde o lançamento do Matrix. By the way, e como estamos em época de Páscoa...



sonhos patrocinados: o futuro da publicidade

já nos habituamos a ver anúncios em qualquer lugar... para o melhor e para o pior já se tornaram parte integrante da nossa vida

mas quanto mais as pessoas tentam evitar ver anúncios, mais as marcas e os anunciantes continuam a tentar encontrar novas maneiras de chegar às pessoas... 
"The real question is not: How many ads do we see? The real question is: What do we have to do to see no ads? And the answer is: go to sleep" (James B. Twitchell)
há um momento que parece ser completamente reservado à pessoa: o período em que dormimos. Os sonhos serão talvez o último lugar seguro e livre da inserção paga de publicidade... ou não?!

o que aconteceria se as anunciantes tivessem a possibilidade de entrar nos nossos sonhos? (de forma paga, porque muitos de nós sonhamos com algumas marcas ;) Será que o futuro da publicidade subliminar dos anos 60 são hoje os sonhos patrocinados?

com base nesta ideia o STUDIO SMACK desenvolveu um curta metragem de animação do que seria um sonho patrocinado por uma marca que todos nós conhecemos bem...



a ideia de sonhos patrocinados parece-me demasiado curiosa para resistir, confesso ;) seja como for, esta iniciativa do Studio Mack é excelente, seja porque serve de motivo para iniciar a discussão e porque, visualmente, o vídeo é simplesmente espectacular!

o que vos parece? 

nem tudo o que reluz é ouro (2)

o post "nem tudo o que reluz é ouro" (ver aqui) era dedicado à conclusão de que: o tráfego humano na web representa apenas 40% do tráfego total na rede; os restantes 60% são "causados" por boots sejam eles bons ou maus

os resultados do estudo mais recente da Google - "The Importance of Being Seen" - vêm atirar mais uma pedra ao charco do digital: 56,1% da publicidade que é apresentada nas plataformas da Google não é na realidade vista pelos utilizadores, basicamente porque aparecem fora da janela do navegador (ver estudo completo aqui)

e a conclusão é que o posicionamento e o formato do anúncio numa página Web fazem toda a diferença (claaaaro!!!)

assim sendo a Google aproveitou para deixar algumas dicas importantes, ainda que algumas delas já sejam do conhecimento de quem trabalha na área: a posição do anúncio na página faz muita diferença, com destaque para os banners que aparecem no último ponto visível da página, antes do scroll; o formato e tamanho utilizado também influênciam aa visibilidade do anúncio, sendo os formatos verticais os que apresentam melhor taxa de visualização; e o tipo de publicação em que o anúncio aparece, com os sites de comunidades online e os sites de jogos online com as melhores taxas de visualização



obrigado Google por seres tão amiga dos anunciantes [sarcasmo -.-''''] que forma tão top de concentrar o interesse dos anunciantes numa posição(ões), e com isto aumentar drasticamente o valor dessa(s) posição(ões)...

guiar com cuidado, contra a censura

já há algum tempo que não me surpreendia com uma campanha impressa. Nada como ter tempo (nem que seja forçado) para o research. Enquanto espero na Fnac do Vasco da Gama para ir jantar com um amigo, aproveito e vou directo ao livro D&AD12 Awards. Tinha que partilhar estas, no que é o meu primeiro post escrito directamente no smartphone

a primeira é da Volkswagen, pela DDB Argentina, para sensibilizar os condutores para uma condução segura; a segunda é da Reporters Without Borders, pela Ogilvy Dubai contra a censura

há coisas fantásticas não há =D



















































mupis maltratados como metáfora em acção contra a discriminação

desenvolvido pela Anti Advertising para o 30º aniversário do "Norwegian National Center of Expertise on Prostitution" esta acção usa os mupis como pistas visuais para mostrar como as trabalhadoras do sexo são pisadas, tratadas como lixo e envergonhadas pela sua actividade

a idéia subjacente à acção é utilizar este suporte de mídia exterior, em combinação com os cartazes, como uma metáfora: "alterarando" a utilização habitual e muito "certinha" dos cartazes, e apresentando-os rasgados, amassados, tratados como lixo ou caindo para fora do mupi. Com isto, pretendem transmitir a mensagem principal sem recurso a palavras explícitas, elas próprias muitas vezes com conotação negativa
















 

o que vos parece, uma campanha de publicidade eficaz?

de trivial esta campanha não tem nada

a agência DDB criou para Hasbro uma nova campanha impressa para o jogo de tabuleiro Trivial Pursuit. Tendo como referência a imagem dos famosos "queijos", substituíram partes de fotografias conhecidas por essa peça do jogo. Com isto conseguiram um resultado visual muito interessante, que consegue contar, numa só imagem, o que é toda a experiência de jogo. Vejam em baixo a campanha completa:






















como se costuma dizer, está lá tudo :) gostei bastante da ideia criativa e da execução. Palmas sem dúvida. O que acharam?

par de sandálias gigante lembra os residentes de Chicago do sol que está em Arizona

com as temperaturas a cairem abaixo do ponto de congelamento em Chicago, o Departamento de Turismo de Arizona decidiu tirar proveito da situação, e trazer à ideia dos residentes de Chicago umas férias no Arizona

 






















criado pela agência Off Madison Avenue o outdoor gigante mostra uma mulher de biquíni curtindo o calor do sol, depois de ter chutado as sandálias para longe e estas terem aterrado em cima de dois carros, destruindo-os

vejam o vídeo com a implementação da acção:



o par de sandálias tem 5m de cumprimento e quase 180 kg de peso, o que dá toda a dimensão necessária à acção. Mas aqui o "timing" do anúncio é que faz a diferença, porque é perfeito! a boa publicidade também tem isso, bom timing =D a mensagem certa, na hora certa, à pessoa certa. O que acharam da acção?

o que é que páginas em branco do New York Times, URL's e Tweets têm em comum?

no outro dia questionava-me sobre "porque é que a 20th Century Fox deixou em branco duas páginas do New York Times". Para quem já leu o post (aqui) lembra-se que não era bem em branco, porque aparecia um endereço URL na parte inferior da página do lado direito. Agora... não são duas páginas, é só uma. E não é um endereço URL, é um Tweet =pp

























o "anúncio" foi colocado pela CBS Films para promover a comédia dramática "Inside Llewyn Davis", um filme que segue uma semana na vida de um jovem cantor folk no início dos anos 1960. É interessante salientar que o tweet era do crítico de cinema do próprio New York Times A.O. Scott, que ficou perplexo ao encontrar um tweet seu, dentro do jornal para o qual escreve












outro aspecto digno de nota, é que o tweet foi "modificado", porque o tweet original incluía ainda os nomes de dois outros filmes: "The Wolf of Wall Street" e o "American Hustle"












aviso à navegação: se o crítico de cinema não deu permissão para que um Tweet seu fosse incluído no anúncio, a CBS Films pode ter violado as "Guidelines for using Tweets in broadcastast" do próprio Twitter e que estabelecem que "sem a permissão explícita do criador do conteúdo original, o conteúdo do Twitter não pode ser usado em publicidade." (fonte) Mas isso são outros 500 =DD O que acharam?

grelhar carne num outdoor?

a publicidade outdoor é uma das formas mais utilizadas para a comunicação exterior de uma campanha. Mas a proliferação de suportes é tanta que uma imagem "tradicional" simplesmente já não funciona. Por isso, as marcas procuram cada vez mais novas formas de inovar no modo usam esta plataforma para chamar a atenção, surpreender, e assim destacar-se da concorrência















este foi o objetivo da agência criativa russa Voskhod, que para promover o Double Grill&Bar, um restaurante especializado em bifes de qualquer tipo e tamanho, resolveram "grelhar carne num outdoor"

a ação decorreu na cidade de Ecaterimburgo, deixo-vos com o vídeo de toda a acção:



por mim, se implica pegar fogo, eu gosto =pp O que acharam?

a minha escultura é maior que a tua: uma celebração de grandes marcas

o artista Gerry Judah, no âmbito do festival de automobilismo "Goodwood Festival of Speed" desenvolveu para a Porsche (2013) uma instalação que é, simplesmente, de cortar a respiração




















sim, são carros em tamanho real. O que me levou a pensar, que ENORME acção de activação da Porsche. Vejam o vídeo:



tinha por isso inha de "postar" a coisa, como é óbvio =pp Na pesquisa necessária ao post, o que descubro? o portfólio completo do autor... carregado, carregadinho, de instalações do género para as grandes marcas de automóveis!! ESPANTEM-SE:

a instalação para a Lotus desenvolvida em 2012 para o mesmo festival:



















a instalação para a Audi (2009), na celebração do centenário desta marca de automóveis:




















a instalação para a Land Rover (2008) ao celebrar os 60 anos da marca:


























a instalação para a Ford (2003) para celebrar a triologia de vitórias dos GT40 sobre os Ferraris em Le Mans em 1966:





















e existem mais, para a Jaguar, para a Alfa Romeo, ... é um never ending de grandes instalações a celebrar grandes marcas (podem ver todas aqui). A melhor maneira de terminar este ano de 2013 para o "As marcas que ficam" só mesmo com um post que celebra as marcas desta forma tão espetacular =D deixo-vos com a imagem da instalação que deu inicio a tudo isto, da Ferrari (1997), claro:

















que 2014 esteja recheado de bons exemplos de gestão de marca, é o que desejo =pp

a mensagem certa, à pessoa certa, no momento certo

a frase do titulo deste post é de Jonathan Nelson, CEO da Omnicom Digital e que Garett Sloane cita na edição da AdWeek desta semana, no artigo "This Is Advertising's Next Great Leap Forward: Right message, right person, right time", que aconselho seriamente a leitura (aqui)

este artigo fala do proximo grande passo para a evolução do mercado digital de publicidade, mais concretamente do papel do "sequential messaging" ("the ability to leap across screens") nessa evolução

o foco "excessivo" no digital, faz às vezes esquecer a "figura completa" no mercado de publicidade. É muito interessante verificar que a quota de mercado do Digital cresce "à custa" da perda de quota do meio impresso (revistas e jornais) e em parte, da rádio. Porque a TV, na verdade, cresce quota de mercado!

isto é evidente no gráfico em baixo, do artigo "10 Things You Should Know About the Global Ad Market" da Ad Age (aqui)













sem dúvida que a conclusão é valida:
"The internet in 2013 passed newspapers to become the world's second-largest ad medium, behind TV, according to ZenithOptimedia. The internet now captures one in five ad dollars."
acrescentaria uma dado, que retiro da minha experiência, a TV continua a ser o grande meio de comunicação em massa, mas enquanto antigamente quem lia jornais e revistas também via televisão, os meios tinham uma grande sobreposição, o mesmo não acontece com o digital. O digital têm uma zona crescente de exclusividade, retirando os que vêm TV com o smartphone ligado ou o tablet no colo, existe um segmento cada vez maior que simplesmente deixaram de ver TV. O que acham?  

a moda das "selfies" veio para ficar

a Lowe (África do Sul) desenvolveu uma campanha muito #TOP para o jornal local Cape Times. Fotografias famosas foram transformadas em "selfies", com o headline "You can't get any closer to the news"






































por muito que uma pessoa se sinta inundada por "selfies" de tudo e de todos, a verdade é que a ideia criativa funciona muito bem, a campanha fica divertida e chama a atenção. Imaginar o Churchill ou a Jackie a tirarem selfies é divertidissimo, confesso! e o mais interessante... é que só não são mesmo verdade porque não calhou!! isto a olharmos para os perfis das redes sociais de muitos "famosos"...

porque é que a 20th Century Fox deixou em branco duas páginas do New York Times

na secção principal da edição impressa do The New York Times de 22 de Outubro os leitores encontraram as páginas centrais praticamente em branco




  








o que à primeira vista poderia parecer um erro grosseiro de impressão era afinal uma acção ousada da 20th Century Fox, que comprou o espaço para promover a adaptação para cinema do romance best-seller "The Book Thief" de Markus Zusak

para além de todo o vazio, na parte inferior da segunda página aparecia um único URL "wordsarelife.com", que encaminhava para um website com informação sobre o filme

























o objectivo desta acção era recrear a experiência do personagem principal do romance! nas palavras de Julie Rieger, Exec VP-Media da 20th Century Fox,
"In our marketing world today, we have this give, give, give attitude. (...) Click here, call this number, get more content. We're sending people all over the place. But with this, we actually wanted to take something away, to make people feel what it would be like to live in a world without words, if only for a moment. That's how our character Liesel exists when we first meet her in the movie."
"You wonder, what would the world be like without words, without The New York Times. It's a very symbiotic relationship. There are only few things so powerful." (via)
o custo de duas páginas inteiras do NYT é de aproximadamente $210,000 (valores de tabela)... Por isso uns chamaram-lhe a acção mais idiota de sempre, outros acharam-na criativa e que justificou cada cêntimo investido, dada a enorme atenção que teve. A verdade é que mais ninguém sabe, viu ou falou de nenhuma outra acção do filme, por isso... e vocês, o que acham?